Entenda o que é instituto que afirma ter contato com extraterrestres e outros "seres de luz"
"NÓS ESTAMOS AQUI"
Entenda o que é instituto que afirma ter contato com extraterrestres e outros "seres de luz"
milena.silva@gruposinos.com.br
Uma nave-mãe espacial paira há anos sobre uma casa em Novo Hamburgo. Ao menos, isso é o que diz Sandro de Souza, de 53 anos, fundador do Instituto Klyfon. “Para quem consegue ver, tem a nave-mãe”, conta. “Eles ancoraram aqui em cima.”
A construção na Rua Tupi, no bairro Rio Branco, é aparentemente comum. Apenas alguns alienígenas de cerâmica dão pistas de que ali funciona um hospital planetário.
“Tudo começou durante a pandemia”, conta Patrícia, co-fundadora do instituto. Sentada em uma sala branca com a foto de uma galáxia no batente, ela relata que o hospital planetário nasceu em uma noite, quando o casal se preparava para dormir, há cerca de cinco anos.
“Ele (Sandro) me perguntou se eu gostaria de falar com ‘eles’”, relembra Patrícia. Por serem médiuns, ela imaginou que o marido estava se referindo aos mentores espirituais e aceitou fazer a comunicação. “Ele começou a transmitir mensagens de um ser chamado Klyfon, que se dizia originário de uma galáxia distante.”
Patrícia diz ter tentado racionalizar, mas as mensagens eram muito específicas. “Que galáxia? O que é que ele tá falando?”, relembra em meio a risadas. “Nunca mais parou.”
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“‘Não é brincadeira, somos nós. Nós estamos aqui’”: é o que Sandro falava no momento da revelação. Aquela foi a primeira vez que ele teria passado pelo que chamam de “canalização”.
A canalização acontece quando uma pessoa acessa a vibração de um dos Seres de Luz, segundo o Instituto. “Não é incorporação. É um processo parecido, ok?”, reitera o casal. “Quem não conhece, acha que está incorporado e chamam de entidade, mas não é. Aqui é via glândula pineal, que ajusta a frequência.”
A glândula pineal faz parte do sistema endócrino do corpo humano e fica no cérebro. Ela é responsável pelo ritmo circadiano do corpo, produzindo melatonina, regulando o sono e atuando no metabolismo humano.
As especulações sobre a glândula pineal estar supostamente relacionada com a alma existem desde 200 D.C., quando o filósofo e médico grego Galen (130-A.C.-210 D.C.) afirmou que ela seria o “primeiro instrumento da alma”.
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Isso continuou por décadas, passando até mesmo pelo matemático e filósofo René Descartes (1596-1650). “Entretanto, algumas das noções básicas de anatomia e fisiologia de Descartes estavam totalmente erradas, não apenas pelos nossos padrões, mas também à luz do que já era conhecido na época”, afirma o pesquisador Gert Lokhorst em um artigo publicado pela Enciclopédia de Filosofia de Stanford (SEP).
Já após 1828, a glândula pineal teria sido “identificada” pela pseudociência como um vestígio do que já foi um “terceiro olho”, sendo comparada com o “olho de Shiva”, da cultura e religião Hindu. Somente no fim da década de 1950 é que a ciência realmente descobriu a verdade sobre a glândula, a melatonina e as funções metabólicas no corpo.
O primeiro a se comunicar com o casal foi o alienígena Klyfon que se tornou dirigente do trabalho e, posteriormente, deu nome à instituição. Segundo o casal, o extraterrestre vive na constelação Lipidiana e teria o “propósito de divulgar conhecimentos”.
E ele não é o único. Dentre outros seres, está o arcturiano Wondal, que é geneticista e trabalha conduzindo as cirurgias espaciais e estelares em humanos. Também há a pleiadiana Wytörïh e outro ser chamado Victória, que seriam canalizadoras nos serviços com animais.
Um outro ser seria um Leão, um seriano que possui a fisionomia do mamífero. Há ainda a Aya, “uma mônada original que não se fractalizou, não se transformou em várias almas. Ela é conectada diretamente com a fonte criadora”.
Também são canalizados seres aquáticos, como o chamado Zerhal Kativerius, nébulos como Zemos-Arcati, andromedanos como Karyan. E há os elementais, sendo um duende chamado Romeo e a fada Wendi, que também trabalharia com os animais. “Ela canta, rodopia pela sala, faz brincadeiras, fala bobagem”, conta Patrícia. ”Quem briga é o Romeo, que é o doendinho.”




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