Ozivy tem tido grande demanda devido ao preço e à expectativa de ampliar acesso ao tratamento contra obesidade | Foto: Divulgação A primeira caneta brasileira à base de semaglutida para emagrecimento mal chegou às farmácias capixabas e já desapareceu das prateleiras em algumas redes. A alta procura pelo Ozivy, da EMS, na chegada ao mercado, se deve principalmente ao preço mais baixo em relação a concorrentes e pela expectativa de ampliar o acesso ao tratamento contra a obes
A primeira caneta brasileira à base de semaglutida para emagrecimento mal chegou às farmácias capixabas e já desapareceu das prateleiras em algumas redes. A alta procura pelo Ozivy, da EMS, na chegada ao mercado, se deve principalmente ao preço mais baixo em relação a concorrentes e pela expectativa de ampliar o acesso ao tratamento contra a obesidade.
O diretor comercial da rede Pague Menos, Renan Vieira, informou que, no Espírito Santo, o estoque inicial se esgotou rapidamente. Ele destacou, ainda, que o primeiro envio teve caráter de lançamento, com volumes mais limitados para todos os grandes varejistas do País. “Um novo faturamento pela indústria está previsto para segunda-feira, dessa vez em volume significativamente maior”.
A normalização gradual do abastecimento, segundo ele, deve acontecer ao longo da primeira quinzena de julho.
“A expectativa é de expansão importante do mercado com a entrada de novas alternativas terapêuticas e preços mais competitivos. Esse movimento já começou a aparecer com a chegada de novas opções de semaglutida”.
Para ele, a quebra de barreiras de acesso tende a ampliar significativamente o número de pacientes elegíveis ao tratamento. “As projeções indicam que o mercado formal de GLP-1 pode atingir cerca de R$ 50 bilhões até 2030”.
A nova caneta brasileira chegou ao mercado custando a partir de R$ 452.
No entanto, pacientes cadastrados no Programa Vida + Leve poderão adquirir o pacote correspondente aos três primeiros meses da jornada terapêutica por R$ 863,23, valor equivalente a um investimento médio de R$ 287 por mês nesse período.
A endocrinologista e diretora científica da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD-ES), Flávia Tessarolo, falou sobre as diferenças do Ozivy para outras canetas à base de semaglutida no mercado.
“A substância ativa do Ozempic e Wegovy é a semaglutida biológica. Já do Ozivy é a semaglutida sintética. O processo de fabricação de medicamentos biológicos e sintéticos é diferente, assim como os componentes inativos presentes. No entanto, o mecanismo de ação é o mesmo”.
Ela acrescentou que, para ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a medicação sintética precisa demonstrar eficácia e segurança similar à semaglutida original. “Por isso, esperamos resultados clínicos semelhantes”.
1) O que é semaglutida?
> A Semaglutida faz parte de uma classe de medicamentos “agonistas” do GLP-1. Isso significa que essas medicações “imitam” o hormônio natural (GLP-1) para controlar o açúcar no sangue, estimular a produção de insulina, retardar a digestão e reduzir o apetite.
> É Considerada a segunda geração das canetas emagrecedoras, que levam à perda de até 15% do peso.
2) O que já existia no mercado?
> A semaglutida é o princípio ativo dos medicamentos Ozempic – indicado para diabetes tipo 2 – e Wegovy, aprovado para tratamento da obesidade, ambos do laboratório Novo Nordisk.
> Também existe a versão oral do mesmo laboratório, o Rybelsus.
> A patente, no entanto, foi expirada em março deste ano. Com isso, novas medicações vêm sendo analisadas e aprovadas.
> A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no final de maio, o Ozivy, da EMS.
> Ele pode ser usado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, como adjuvante a dieta e exercícios. O produto será apresentado como solução injetável, em caneta preenchida para administração semanal.
> A Caneta utiliza tecnologia de síntese química, produzida com matéria-prima sintética e classificada pela Anvisa como medicamento novo.




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