Ataque dos EUA no Caribe matou quatro pessoas em barco que militares ligam ao tráfico. Operações já deixam 231 mortos. Entenda.
Os militares dos Estados Unidos mataram quatro pessoas durante um ataque a um barco no mar do Caribe, sob a suspeita de envolvimento com o tráfico internacional de drogas.
O ataque ocorreu neste sábado (19) contra uma embarcação suspeita de transportar drogas. A informação foi divulgada pelo Comando Sul das Forças Armadas dos EUA em uma publicação na rede social X.
Os militares americanos afirmam que a embarcação estava envolvida com o tráfico. "Informações confirmadas revelaram o envolvimento ativo da embarcação no narcotráfico", publicou o Comando Sul.
Nenhuma prova sobre a presença de drogas no barco foi apresentada pelas forças militares. Um vídeo divulgado na internet mostra apenas uma embarcação em movimento seguida por um forte clarão.
Este é o segundo ataque na região do Caribe registrado em um intervalo de dez dias. A ação anterior, divulgada pelo exército dos EUA, deixou três mortos em circunstâncias semelhantes.
On September 19, under the direction of #SOUTHCOM, Joint Task Force Western Hemisphere executed a lethal, kinetic strike on a go-fast vessel operating along established narco-trafficking routes in the Caribbean. Confirmed intelligence revealed the vessel's active involvement in… pic.twitter.com/LPNJ5ec3GU
As operações militares dos EUA no Caribe e no Pacífico já causaram pelo menos 231 mortes. No total, foram realizados 69 ataques contra barcos suspeitos desde o início da campanha, há cerca de um ano.
A ofensiva militar faz parte de uma política do governo de Donald Trump. A gestão americana classifica os alvos dessas operações marítimas como "narcoterroristas".
O governo de Donald Trump busca acordos com países aliados para ampliar operações militares em terra na América Latina. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse no mês passado que Colômbia, Guatemala e Honduras aceitaram realizar operações conjuntas contra grupos criminosos.
A Guatemala negou ter fechado esse acordo com Washington. O Equador iniciou missões semelhantes com os EUA em março.
Trump afirma que os EUA vivem um conflito armado com cartéis latino-americanos. Ele justifica os ataques como forma de reduzir a entrada de drogas e as mortes por overdose no país, mas o governo apresentou poucas evidências sobre os supostos traficantes mortos.
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