A substituição das tradicionais palavras-passe por métodos de autenticação mais avançados ainda encontra forte resistência por parte de gigantes da tecnologia. Para pressionar o mercado a adotar este padrão de segurança, o investigador Scott Helme lançou o projeto Why No Passkeys, uma plataforma que...
A substituição das tradicionais palavras-passe por métodos de autenticação mais avançados ainda encontra forte resistência por parte de gigantes da tecnologia. Para pressionar o mercado a adotar este padrão de segurança, o investigador Scott Helme lançou o projeto Why No Passkeys, uma plataforma que destaca publicamente as empresas que recusam oferecer esta proteção atualizada aos seus utilizadores.
A situação ganha contornos preocupantes quando analisamos o tráfego em território nacional. Segundo os dados relativos a Portugal recolhidos pela mesma plataforma, 22 dos 25 domínios mais acedidos no país continuam a não disponibilizar o suporte a passkeys. Este atraso deixa milhares de cidadãos vulneráveis a ataques informáticos básicos, contrastando com as raras exceções nacionais e internacionais que já implementaram a tecnologia, onde se destacam os portais do Sapo e da Google.
Uma lista pública de falhas funciona como um motivador bastante eficaz no setor tecnológico corporativo. O criador do site defende que nenhuma marca quer figurar numa compilação que atesta a sua negligência com a segurança dos consumidores. Entre os nomes mais mediáticos apontados por esta listagem negativa encontram-se serviços com milhões de subscritores como a Netflix, o Spotify e o Instagram.
As passkeys operam de forma fundamentalmente diferente das antigas credenciais compostas por texto. Esta tecnologia gera uma chave criptográfica diretamente no dispositivo do utilizador, associada de forma única a esse telemóvel ou computador e ao respetivo site. O acesso passa a depender de hardware físico ou biometria, como o reconhecimento facial ou a leitura de impressão digital, eliminando a exigência de criar e memorizar códigos complexos.
Hackers encontram barreiras virtualmente intransponíveis para roubar ou aplicar técnicas de phishing contra este sistema, uma vez que precisariam de controlo físico sobre o equipamento da vítima para obterem qualquer sucesso na intrusão. Marcas de topo como a Apple e a Microsoft já adotaram amplamente este formato, figurando do lado positivo do espectro nesta nova avaliação de mercado.
Existem ainda particularidades curiosas nas políticas destas plataformas sociais. O Instagram permite a ativação desta funcionalidade, mas obriga a que a conta esteja previamente vinculada a um perfil do Facebook que já possua as passkeys ativadas. A Meta continua sem justificar o motivo pelo qual serviços irmãos como o WhatsApp e o Facebook integram a tecnologia de forma nativa e direta, enquanto a rede social de fotografia mantém estas barreiras artificiais complexas. As próprias plataformas de streaming visadas também não forneceram ainda qualquer explicação oficial para o atraso na adoção desta medida de segurança vital.
Adicionar o TugaTechcomo Fonte Preferida no Google Escrito por Pedro Fernandes (DJPRMF) Aficionado por tecnologia desde o tempo dos sistemas a preto e branco


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