O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a remoção em 24 horas do Youtube e dos perfis oficiais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um discurso no qual ele comenta sobre o caso Master e afirma, sem citar…
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou a remoção em 24h das plataformas de redes sociais e dos perfis oficiais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um discurso no qual ele comenta o caso Master e afirma, sem citar o nome de nenhum político, que o caso foi o maior roubo da história do país. A decisão atende a um pedido da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), investigado pela Polícia Federal por envolvimento no caso no contexto do financiamento do filme “Dark Horse”, que questionou o fato de o vídeo ter sido gravado nas dependências do Palácio da Alvorada.
Para o presidente do TSE, o simples fato de o vídeo ter sido gravado nas dependências da residência oficial da Presidência não configuraria abuso. “A presença de decoração ou mobiliário comum tampouco basta para caracterizar a irregularidade”, diz o despacho do presidente do TSE. No entanto, diz o ministro, o problema é haver elementos que associem o presidente ao poder público ou ao cargo ocupado.
Kassio Nunes Marques deu 24 horas para os canais de Lula no YouTube, Instagram, X e Facebook removerem o vídeo do ar e também intimou a Presidência da República, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) a prestarem esclarecimentos em cinco dias sobre a gravação do vídeo.
“O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. O banqueiro líder do esquema tem relação com muita gente poderosa e foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado. Há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos, nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”, afirma o presidente Lula no vídeo, sem mencionar nomes de políticos.
Um áudio revelado pelo site Intercept Brasil mostra Flávio Bolsonaro, principal opositor de Lula, pedindo mais de R$ 130 milhões para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, para supostamente financiar a produção da cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador vinha negando ser próximo a Vorcaro, a quem chamou no áudio de “irmão”, até que as mensagens foram reveladas.
Soube-se também depois que Flávio Bolsonaro visitou o ex-banqueiro em sua casa após a primeira prisão de Vorcaro.
Diante do episódio, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) viram suspeitas de crimes envolvendo o senador e pediram a abertura de inquérito contra ele, que foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Investigado por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o parlamentar nega qualquer irregularidade.
Além deste processo, a defesa de Flávio Bolsonaro acionou o governo no Tribunal Superior Eleitoral em outros 15 casos que acusam o presidente e outras autoridades de conduta vedada no período eleitoral por supostamente utilizar a máquina pública para promover Lula.
A campanha do presidente Lula não comentou a decisão até a publicação deste texto.


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