Jornalista acredita que os humanos perderão toda sua autonomia se não houver regulação de tecnologias proeminentes
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A jornalista Maria Ressa, Nobel da Paz, alerta para os perigos da Inteligência Artificial, que já “sequestrou” a atenção e a biologia humana, ameaçando nossa autonomia. Ela defende a urgência de regulamentar a IA, descrevendo a situação como um problema de “segurança pública”. Ressa destaca a necessidade de responsabilizar as empresas e criar leis para limitar o avanço descontrolado da tecnologia, que afeta a todos, não só os jovens.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Em 2021, a jornalista Maria Ressa foi premiada com o Nobel da Paz por documentar o poder exercido por big techs na sociedade em seus diversos espaços. Hoje, no atual cenário da Inteligência Artificial (IA) cada vez mais evoluída, a repórter acredita que a tecnologia já sequestrou a atenção da humanidade por meio das redes sociais, e que sequestrou também a biologia ao “manipular nossas necessidades de atenção”. Para ela, a IA vai “tirar nossa autonomia a não ser que elaborem leis agora para limitá-la”.
Em entrevista à agência Reuters, Maria Ressa explicou que a situação atual com a tecnologia e sua evolução é um problema de “segurança pública”. Para ela, os cidadãos devem fazer campanhas pedindo pela regulação da IA, para que políticos sejam pressionados a criarem as legislações. “Vai sair do nosso controle se não agirmos agora”, afirma. Maria acredita que três fases compõem a evolução da IA, que não é uma tecnologia nova, mas sim algo que já existe há 70 anos, e não é “artificial ou inteligente”.
A primeira seria o avanço das redes sociais, que capturam a atenção, impulsionam a polarização das sociedades, e no processo, isolam os indivíduos. A segunda fase envolve a biologia. “O ato de hackear nossa biologia, novamente através da intimidade: os chatbots”. A última seria a própria autonomia humana, sequestrada por meio das IAs super poderosas, os modelos de fronteira. “Eles estão criando máquinas que não só fingem serem humanos, como também agem por nós”, explica.
Para a jornalista, o primeiro passo para resolver o problema causado pela tecnologia é fazer com que as empresas de IA tornem-se responsáveis pelos seus atos. No último mês, a União Europeia e os Estados Unidos alcançaram novos marcos com relação à regulação da IA (fortemente em curso no bloco europeu) e com mudanças nas redes sociais, em especial para os jovens. Nos EUA, a Meta foi obrigada a realizar uma série de mudanças em todo o seu design e algoritmo como forma de impedir que crianças sejam vitimadas por sua tecnologia.
No mercado das IAs, o momento também é de cautela. Grandes executivos pediram tempo na última semana para que medidas de segurança mais capazes e fortalecidas possam ser criadas, como forma de se equiparar ao desenvolvimento da IAs, que já são super inteligentes e têm causado polêmicas, como a invasão de sites e sistemas durante testes fechados.
Maria Ressa acredita que movimentos como os da União Europeia, que pretende regular cada vez mais as empresas e suas tecnologias para os jovens, são bem vindos, apesar de não atingirem a “falha fundamental” dessas ferramentas: as redes ou IAs desenvolvidas por essas empresas são viciantes também para os adultos. “Sabemos que é perigoso, então devemos retirar as características viciantes não só para os adolescentes, mas para todos nós”, disse. “Não é apenas a juventude que é manipulada economicamente em cada país do mundo”, completou.




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