A campanha promocional da plataforma de mobilidade 99app durante a Copa do Mundo colocou o atacante Endrick no centro de uma discussão sobre marketing de emboscada. O episódio ocorreu na sexta-feira, 19 de junho, quando a empresa utilizou o nome do jogador em…
A campanha promocional da plataforma de mobilidade 99app durante a Copa do Mundo colocou o atacante Endrick no centro de uma discussão sobre marketing de emboscada. O episódio ocorreu na sexta-feira, 19 de junho, quando a empresa utilizou o nome do jogador em uma ação comercial e acabou sendo notificada pela Confederação Brasileira de Futebol por associação considerada irregular.
A iniciativa oferecia R$ 99 em cupons para consumidores atendidos por entregadores chamados Endrick ou por variações do nome. Os profissionais participantes também receberiam o mesmo valor após a realização de três corridas. A campanha foi lançada justamente no dia em que a seleção brasileira entrava em campo pela Copa do Mundo.
Segundo especialistas, o caso se enquadra no conceito de marketing de emboscada, prática em que uma marca busca aproveitar a visibilidade de um grande evento sem possuir vínculo oficial com ele. A estratégia procura gerar identificação com o público e obter ganhos de imagem sem arcar com os custos de patrocínio pagos por empresas credenciadas.
De acordo com a professora de Marketing Mariana Munis, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a campanha estabeleceu uma associação indireta com a seleção brasileira ao utilizar o nome de um de seus principais atletas em meio ao torneio. Ainda que não houvesse menção explícita à Copa ou à CBF, o contexto favorecia a conexão imediata pelo público.
Esse tipo de ação costuma recorrer a referências que remetam facilmente a eventos esportivos, como símbolos, personagens, expressões ou situações reconhecidas pelos torcedores. No caso da 99app, a coincidência entre o lançamento da campanha e a partida da seleção reforçou a percepção dessa associação.
Para o especialista em marketing esportivo Thiago Petrocchi, situações desse tipo frequentemente dividem opiniões. Enquanto consumidores costumam enxergar criatividade e ousadia nas campanhas, entidades responsáveis pela proteção de marcas e direitos comerciais buscam impedir o uso indevido de ativos ligados a competições e patrocinadores oficiais.


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