Lista de exceções e busca por novos parceiros comerciais reduzem danos das tarifas de 25% e 12,5%, de acordo com o Fundo Monetário Internacional
Priorizar nos meus resultados Google O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que o impacto macroeconômico das tarifas de 25% e de 15% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a economia brasileira será modesto, mostra relatório obtido por VEJA nesta sexta-feira, 24.
Os Estados Unidos propuseram uma tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras e uma tarifa adicional de 12,5% aplicável ao Brasil e a outras economias, com isenções para diversos produtos (como café, carne bovina, produtos energéticos e peças de aeronaves).
Na visão do FMI, devidos a lista de isenções com mais de 800 itens, o impacto dessas tarifas será limitado. “Dadas as numerosas isenções previstas nessas medidas e a dependência limitada do Brasil em relação ao mercado dos EUA (que representou 11% das exportações brasileiras em 2025), espera-se que o impacto macroeconômico potencial seja modesto”, diz o relatório.
O FMI lembra ainda que mesmo com o tarifaço de 2025, que se encerrou em fevereiro deste ano, as exportações brasileiras mantiveram-se resilientes apesar das elevadas tarifas dos EUA, e o déficit em transações correntes recuou ligeiramente para 2,9% do PIB em 2025.
Em agosto de 2025, as tarifas dos EUA sobre a maioria das importações provenientes do Brasil subiram para 50%, resultando em uma alíquota efetiva de 29,1% — bem acima da tarifa média dos EUA para outras economias.
O FMI reforça que as exportações brasileiras contraíram-se inicialmente após os aumentos tarifários de agosto passado, mas vêm se recuperando gradualmente desde novembro de 2025. Essa melhora, segundo o FMI, aconteceu diante das exportações brasileiras para outras economias, como China. Além disso, as exportações para os EUA representavam menos de 2% do PIB brasileiro antes dos aumentos tarifários, o que reduz amplamente o impacto.
“O impacto macroeconômico direto das tarifas foi limitado. O aumento das exportações de soja para a China desempenhou um papel central nesse processo com uma redução dos riscos”, conclui o FMI.



0 Comentário(s)
Deixe seu comentário