Os líderes da zona do euro escolherão um novo presidente do Banco Central Europeu e um membro do conselho nas próximas semanas, em uma partida de xadrez político entre os 21 países do bloco que redefinirá o funcionamento de sua instituição financeira mais poderosa. A seguir, explicamos quem será substituído, como e por que isso […]
Os líderes da zona do euro escolherão um novo presidente do Banco Central Europeu e um membro do conselho nas próximas semanas, em uma partida de xadrez político entre os 21 países do bloco que redefinirá o funcionamento de sua instituição financeira mais poderosa.
A seguir, explicamos quem será substituído, como e por que isso é importante para o BCE, que vem combatendo a inflação excessiva e agora enfrenta o desafio do aumento dos custos dos empréstimos de longo prazo.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, e a integrante do conselho executivo, Isabel Schnabel, renunciaram com efeito a partir do início do próximo ano, enquanto o mandato do irlandês Philip Lane, economista-chefe do BCE, termina em 31 de maio.
Além disso, se os líderes da UE escolherem um candidato holandês para substituir Lagarde, o também holandês Frank Elderson teria que renunciar, o que significa que até dois terços do conselho de seis membros poderiam ser substituídos nos próximos meses.
QUEM PODERIA SUBSTITUÍ-LOS?
Os membros do Conselho Executivo são nomeados pelos líderes dos 21 países da zona do euro, geralmente um de cada vez. Mas, com várias vagas surgindo em rápida sucessão, é mais provável que as autoridades negociem um pacote mais amplo de nomeações.
Como se espera que o conselho mantenha um equilíbrio político e geográfico, cada nomeação afeta as demais.
O processo começará, portanto, pela presidência, antes de passar para os demais cargos.
Os principais candidatos à sucessão de Lagarde são o diretor-geral do Banco de Compensações Internacionais, Pablo Hernández de Cos, e o ex-presidente do banco central da Holanda, Klaas Knot. No entanto, as nomeações para o BCE são altamente políticas e muitas vezes fazem parte de negociações mais amplas entre as instituições europeias, o que significa que ainda podem surgir outros candidatos.
COMO A POLÍTICA INTERNA ENTRA EM JOGO?
Em teoria, não deveria. Na prática, a política é um fator importante.
A França realizará eleições presidenciais no ano que vem, e a líder da extrema direita Marine Le Pen, crítica à integração europeia, lidera atualmente as pesquisas de opinião. Isso pode ter contribuído para a saída antecipada de Lagarde, em parte para que ela possa influenciar a política francesa e, em parte, para que o atual presidente da França, Emmanuel Macron, tenha voz ativa na escolha de seu sucessor.
Na Alemanha, o crescente apoio à extrema direita enfraqueceu o chanceler Friedrich Merz, o que pode limitar o capital político que ele pode dedicar às negociações com o BCE.
A Espanha também se aproxima das eleições de 2027 e deixou claro que vai pressionar pela presidência do BCE.
O QUE ACONTECERÁ A SEGUIR?
Os líderes da UE já estão buscando um substituto para Schnabel e agora ampliarão essa busca para incluir a presidência.
Os outros cargos só ficarão vagos mais tarde, mas discussões sobre um pacote mais amplo já estão em andamento, segundo fontes.
Como as nomeações estão interligadas, espera-se que as autoridades cheguem primeiro a um acordo sobre um quadro geral e, em seguida, o implementem à medida que as vagas forem surgindo.
QUAIS SÃO AS REGRAS NÃO ESCRITAS?
Qualquer país da zona do euro pode concorrer a uma das seis vagas no conselho executivo.




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