Há debates que nascem técnicos e morrem políticos. Nasceu assim, nos tribunais, a discussão sobre a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba e a suspeição de Sergio Moro no processo do tríplex do Guarujá: uma disputa densa, movida a precedentes, garantias …
Há debates que nascem técnicos e morrem políticos. Nasceu assim, nos tribunais, a discussão sobre a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba e a suspeição de Sergio Moro no processo do tríplex do Guarujá: uma disputa densa, movida a precedentes, garantias processuais e teoria da prova. E morre, a cada ciclo eleitoral, reduzida a um bordão — o de que Lula “foi solto por erro de CEP”. Em 2026, com o atual presidente e outros alvos da “lava jato” novamente na disputa eleitoral, a frase volta a circular como se fosse fato incontroverso. Não é. É uma simplificação que despe a decisão do Supremo Tribunal Federal de seu fundamento mais grave — a parcialidade comprovada de um juiz — para reduzi-la a uma tecnicalidade de endereçamento processual, como se fosse uma mera filigrana.



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