AMB critica manobra de senadores que freia avanço do Projeto de Lei do piso salarial nacional para médicos

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A Associação Médica Brasileira (AMB) expressou forte descontentamento com a manobra de senadores que atrasa a votação do Projeto de Lei que cria um piso salarial nacional para a categoria. A entidade defende a proposta como crucial para valorizar a profissão, combater a precarização e garantir uma melhor distribuição dos profissionais de saúde no país.

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A Associação Médica Brasileira expressou forte descontentamento com o freio imposto ao avanço do Projeto de Lei nº 1.365/2022, que cria um piso salarial nacional para a categoria.

A insatisfação da AMB veio à tona após dez senadores protocolarem um recurso que obriga a votação da matéria no plenário. A entidade afirma que a manobra política atrasa o envio da proposta à Câmara dos Deputados, o que prejudica a valorização dos médicos brasileiros e impede uma melhor distribuição dos profissionais da saúde pelas diversas regiões do país, o que só vai ocorrer com a garantia de condições dignas de remuneração à classe.

O Recurso nº 6/2026 foi encabeçado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). Os outros nove senadores que assinaram eletronicamente foram:

A iniciativa do grupo, que é formado por parlamentares governistas e aliados, na prática retirou o caráter terminativo do projeto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Em nota, a AMB criticou a articulação dos senadores e defendeu que o estabelecimento de um piso salarial nacional é “um importante e necessário instrumento de reconhecimento da relevância social da profissão, de enfrentamento à precarização das relações de trabalho e de fortalecimento das condições de assistência prestada à população”.

O presidente da Associação Médica Brasileira, César Eduardo Fernandes, é quem assina o posicionamento que reforça o compromisso da entidade com o respeito à profissão médica, a busca por uma remuneração justa e a garantia de uma estrutura de trabalho adequada, que permita aos profissionais o exercício da Medicina de forma ética, segura e focada no paciente. E, por isso, a AMB, que atua como porta-voz da classe, deve permanecer atenta ao avanço da proposta no Congresso Nacional.