Em entrevista à Sputnik Brasil, analistas destacaram os esforços de Moscou e do grupo de nações para conduzir negociações equilibradas para ambos os lados, indo na contramão de fóruns como o G7.
"É muito difícil fazer negócios com um país que, de uma hora para a outra, o regime muda, a situação política e a econômica se tornam instáveis. Tudo que a gente quer é previsibilidade e relações saudáveis entre esses países, que estão calcadas em uma previsibilidade, na saúde dessas relações internacionais que, infelizmente, hoje o G7 não vem privilegiando isso."
"O presidente Putin encontrou-se com [os líderes de] África do Sul, Indonésia, Índia — que tem proximidade geográfica com a Rússia — e essas cadeias de fornecimento, esses relacionamentos políticos, eles foram desafogando essa laçada que o G7 tentou dar na Rússia. O mundo é outro, e o G7 está percebendo que aquela preponderância que eles tinham na antiga ordem, vamos chamar assim, mudou."
"O que a gente não vê é a possibilidade de crescimento dos países europeus, que têm problemas seríssimos hoje com a aquisição de matéria-prima para a industrialização, energia, sendo a questão energética para eles a mais complicada, além das novas tecnologias, que eles não dominam."
"Ao invés de encarar a conjuntura como delicada, a Rússia abraça a complexidade e observa isso como uma oportunidade de demonstrar a capacidade de diplomacia russa e a abertura desse novo mundo prometido."
"Um Estado do porte econômico e político da Rússia não se enfraqueceria com essas sanções, mas tomou a situação como uma chance de consolidar sua identidade de nação milenar. As interações entre Estados dos BRICS abrem essa chance aos países membros e não-membros, isto é, um debate aberto para uma possibilidade de libertação política da exploração e imposições do Ocidente."
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