Em entrevista à coluna, Luís Henrique, jogador ofensivo, fala de mudança de função que o obriga a marcar mais

Luís Curro fala sobre as seleções, clubes, competições e jogadores do esporte mais popular do planeta

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19.set.2026 às 8h01 Atualizado: 21.set.2026 às 10h10

Luís Curro Quem entende de esquemas táticos no futebol, sabe que o 3-5-2 utiliza três zagueiros, cinco meio-campistas e dois atacantes. Para quem não entende, está explicado.

Nessa formação, dois dos meio-campistas são alas, que executam o papel de atacar e defender pelas laterais do campo. Inserem-se na posição o lateral, que passa a ter papel mais relevante ofensivamente, ou o ponta, que precisa se adaptar à marcação, não só na frente, como atrás.

Às vezes, a transformação pode não ser tão simples ou fácil, principalmente para o jogador não acostumado a defender com tanta intensidade e frequência, uma exigência do futebol moderno.

Estêvão, no Chelsea, é exemplo. O técnico Xabi Alonso exige que o jogador aberto pela direita, além de criar pelo setor, volte rapidamente, quando o time está sem a bola, para tentar tomá-la do adversário que avança pela esquerda. O futebolista tem que ser meio um maratonista, indo e vindo por 90 minutos mais acréscimos.

O português Pedro Neto é um dos melhores nesse papel, e com isso o brasileiro de 19 anos, uma das esperanças da seleção brasileira rumo à Copa de 2030, amarga a reserva da equipe inglesa.

Quem atualmente também tem estado no banco é outro atacante brasuca, Luís Henrique, na Inter de Milão, atual campeã italiana. Não confunda com Luiz Henrique, que esteve na Copa do Mundo deste ano (só jogou uns pouco minutos, na estreia) e é um ano mais velho (25 a 24).

Desde o ano passado na Inter, que é dirigida pelo treinador romeno Cristian Chivu, Luís Henrique concedeu entrevista à coluna e falou a respeito dessa transição de atacante para ala, que tem sido, segundo ele, um aprendizado. "Não é só correr, tem toda uma parte tática."

Você tem atuado, em um esquema 3-5-2 da Inter, como um ala pela direita. Como tem sido a experiência?

Muito boa e de grande aprendizado. É uma posição que exige bastante fisicamente e também na parte de concentração, porque preciso ajudar na defesa, mas sem perder minha característica ofensiva. Gosto de ter liberdade para atacar, usar minha velocidade, buscar o um contra um e chegar perto da área. Sempre fui um jogador mais ofensivo, então gosto de estar envolvido nas jogadas de ataque. Estou entendendo cada vez melhor a função de ala e acredito que isso está me ajudando a evoluir como jogador.

O que um jogador precisa aprender para sair de uma posição ofensiva e desempenhar uma função que exige muito mais responsabilidade defensiva?

O principal é ter disposição para aprender. Quando você muda de posição, precisa entender que não é só correr mais ou marcar com grande intensidade. Tem toda uma parte tática, de posicionamento, cobertura e leitura do jogo. Você precisa saber quando pressionar, quando fechar por dentro e quando pode sair para o ataque. Para mim, tem sido importante ouvir os treinadores e os companheiros e entender o que a equipe precisa de mim.