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Depois de encontro ontem com Edinho Silva, presidente do PT, a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), endureceu sua posição de não disputar o governo de Minas Gerais.Em nota divulgada hoje, o coordenador de sua pré-campanha ao Senado e seu marido, o economista José Prata, afirmou que o PT não tem condições de encarar uma candidatura própria viável no estado e que uma medida dessas fortaleceria a direita mineira.Para ele, a candidatura seria um "desastre político" com efeitos negativos na campanha do presidente Lula (PT).
"Marília tem estratégia clara: nossa experiência no governo de Minas não foi bem sucedida; e por isso mesmo não devemos ter protagonismo na candidatura a governador. Nosso candidato deve ser de um partido de centro; devemos apostar na constituição de uma frente ampla", escreveu ele, afirmando ainda que as chances de uma eleição de Marília ao Senado são maiores.
O economista afirmou que uma eventual candidatura de Marília ao governo geraria uma onda de repúdio ao retorno do PT ao Executivo estadual depois da desastrosa administração de Fernando Pimentel, que deixou o governo em 2018 e depois sequer conseguiu se eleger deputado federal.
O texto divulgado por Prata expõe um racha que tem se desenhado sobretudo no último mês no estado, quando Edinho Silva tentou formar, sem sucesso, o palanque petista de Lula. "O PT Minas quer escalar Marília para o governo de Minas. Mas 'falta combinar' com os adversários", escreveu Prata, para quem "a candidatura de Marília ao governo significa a volta radical da polarização, em um estado que está se despolarizando, devido ao estilo prudente e moderado dos mineiros e porque também a polarização inviabiliza um diálogo mais amplo para tirar Minas da falência".
Para o economista, uma candidatura do PT ao governo também prejudicaria a campanha de Lula à reeleição. Para evitar um ambiente polarizado, o presidente acabaria se afastando da candidata mineira, segundo ele. "Não é preciso ser vidente para ver os resultados: o PT perde o governo do estado; perde a disputa para o Senado, já que quem substituir Marília seria visto como um impostor, e, com toda a confusão, isso afetaria o desempenho de Lula no estado", escreveu.
No final de semana, como forma de defender uma frente ampla, Marília Campos teve agenda conjunta com Jarbas Soares Júnior, pré-candidato do PSB ao governo, e Gabriel Azevedo, o nome defendido pelo MDB.
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