Candidato ao governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos (PSB) faz porta a porta em Nova Descoberta, Zona Norte do Recife - Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco. O reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - e validado pelo mnistro do STF Gilmar Mendes - reconfigurou o debate eleitoral da semana.
A elevação do benefício de R$ 600 para R$ 691 repõe a inflação, injeta bilhões na economia e devolve o programa social ao centro da disputa política. O movimento reverberou imediatamente em Pernambuco. Atento ao dividendo das urnas, o candidato ao governo João Campos (PSB) correu para colar no gesto do Planalto. No dia seguinte ao anúncio federal, prometeu ressuscitar o 13º salário estadual do benefício. A cartada pretende atingir 4,5 milhões de pernambucanos e serve de munição contra a gestão atual. Nas redes sociais o candidato cobrou o governo por descontinuar o repasse. O 13º do Bolsa Família foi criado pelo então presidente, Jair Bolsonaro, em 2019, mas não virou lei porque o Congresso não votou a medida provisória e ela caducou. O Palácio das Princesas ainda pagou, em 2023 e 2024, R$ 150 milhões anuais. No fim de 2023, criou o Mães de Pernambuco, auxílio de R$ 300 ao mês, pago a partir de maio de 2024. São R$ 360 milhões ao ano, recursos próprios, e mais de 153 mil mulheres já contempladas, no balanço de agosto. A centralidade do tema alcança a oposição nacional. De passagem pelo Recife, na quarta, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) apressou-se em garantir a manutenção do programa caso vença o pleito. A declaração reforça uma certeza: do Palácio do Planalto ao Palácio das Princesas, ninguém ousa contrariar o bolso do eleitor.




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