País quer que veículos de nova energia cheguem a 70% das vendas de carros de passeio até 2030 e amplia aposta em baterias, software e direção autônoma

Priorizar nos meus resultados Google

A China quer que 70% dos carros novos vendidos até 2030 sejam veículos de nova energia, incluindo elétricos e inteligentes. Este plano quinquenal foca no fortalecimento da cadeia produtiva, tecnologias autônomas e exportação de know-how. O impacto já é sentido no Brasil, com a crescente presença chinesa no mercado de eletrificados.

Este resumo foi útil?

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A China quer que sete em cada dez carros novos vendidos no país em 2030 sejam veículos de nova energia.

A meta faz parte do 15º Plano Quinquenal para o Desenvolvimento da Indústria de Veículos de Nova Energia Inteligentes e Conectados, divulgado pelo governo chinês em 11 de setembro.

E ajuda a explicar por que a transformação da indústria automobilística chinesa interessa cada vez mais ao consumidor brasileiro.

O plano estabelece que os chamados NEVs, sigla em inglês para veículos de nova energia, deverão representar 70% das vendas de carros de passeio e 40% das vendas de veículos comerciais novos até 2030.

A categoria inclui carros elétricos, híbridos plug-in e veículos movidos a células de combustível de hidrogênio.

Mais do que uma meta de vendas, o documento estabelece uma direção para uma das principais indústrias chinesas.

Pequim quer fortalecer toda a cadeia de produção de veículos inteligentes, ampliar o uso de tecnologias de direção autônoma e aumentar a presença das fabricantes chinesas no mercado internacional.

Para o Brasil, o movimento é relevante porque os carros chineses já ocupam uma parcela importante do mercado de eletrificados. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), quase 85% dos carros elétricos vendidos no país em 2025 foram fabricados na China.

A participação tende a ser influenciada também pelo avanço da produção local de empresas chinesas, como BYD e Great Wall Motor.

O termo “veículo de nova energia” é mais amplo do que carro elétrico. A estratégia chinesa combina eletrificação com conectividade, software e automação.

O plano prevê a aplicação em larga escala de veículos equipados com sistemas de direção autônoma até 2030. A intenção é também fortalecer tecnologias como cockpits inteligentes, sistemas de assistência ao motorista, computação embarcada e conexão entre veículos e infraestrutura.

Essa combinação é importante porque muda a natureza da competição entre as montadoras. O automóvel passa a ser, além de um equipamento mecânico, uma plataforma de software e serviços digitais.

A China já parte de uma posição avançada. Segundo o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, cerca de 70% dos carros de passeio novos vendidos no país desde o início de 2026 já contam com sistemas combinados de assistência ao motorista.

O plano também estabelece como objetivo colocar a indústria automobilística chinesa entre as líderes mundiais e ampliar a participação das empresas do país na definição de padrões e regras internacionais para veículos inteligentes.

A meta de 70% pode parecer ambiciosa, mas a distância em relação ao mercado atual é menor do que o número sugere.

Dados de mercado citados por veículos especializados indicam que os veículos de nova energia já representam cerca de dois terços das vendas de carros de passeio na China. Em agosto, a participação teria chegado a 65,2% das vendas no varejo doméstico.

Isso significa que o governo chinês não está estabelecendo uma meta para criar do zero um mercado de carros elétricos. Está estabelecendo uma referência para consolidar uma transformação que já ocorreu em grande parte.

A situação é diferente no segmento comercial. O objetivo de 40% até 2030 exige uma expansão maior, especialmente em veículos pesados e de longa distância, nos quais autonomia, infraestrutura de recarga e tempo de abastecimento são desafios maiores.