Paulo Briguet“O Paulo Briguet é o Rubem Braga da presente geração. Não percam nunca as crônicas dele.” (Olavo de Carvalho, filósofo e escritor)

Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleMoraes ignorou a lei, perseguiu e censurou inimigos. O Brasil precisa sair do calabouço da ditadura do corruptariado e recuperar a liberdade. (Foto: ChatGPT sobre foto de Andre Borges/EFE)Ouça este conteúdo

“Quando nascifui postono fundo do poçodo calabouço.”

Lembro-me perfeitamente do impacto que esses versos do poeta gaúcho Carlos Nejar me causaram há 25 anos, quando os li pela primeira vez. Era a época em que estava abandonando as ilusões esquerdistas de minha juventude e me reaproximando da Igreja. Ou seja: eu estava saindo de um calabouço pessoal, sem saber que o país inteiro mergulharia em breve no calabouço do socialismo petista.

Com surpresa, descobri que Carlos Nejar está entre os pouquíssimos perfis que o ministro André Mendonça segue nas redes sociais. O livro “O Poço do Calabouço”, de Nejar, foi publicado em 1974, no ápice da ditadura militar, e pode ser lido como uma ode à liberdade em meio ao arbítrio.

Meio século depois, estamos vivendo uma nova ditadura, cuja crueldade específica consiste em se apresentar como democracia. Há sete anos, desde a criação do Inquérito do Fim do Mundo, Alexandre de Moraes vem cometendo sucessivos crimes contra a liberdade e a dignidade do povo brasileiro. Moraes ignorou a lei, perseguiu inimigos, censurou vozes contrárias, condenou inocentes e destruiu não apenas a justiça, mas a vida de milhares de pessoas. A par de tudo isso, conforme descobrimos mais recentemente, ele se tornou comparsa da maior fraude financeira da história do país. Hoje está claro que o Regime PT-STF é também a ditadura do corruptariado, como bem definiu o ex-ministro Ernesto Araújo.

A ditadura do corruptariado não se limita à fraude financeira — ela é, acima de tudo, a corrupção da alma. Essa corrupção não se satisfaz apenas com o dinheiro, mas anseia pela desgraça dos inimigos e pela condenação dos inocentes. Por isso, os ditadores atuais, a começar pela Gangue dos Quatro do Supremo Soviete, insistem em fazer a falsa equivalência entre o regime e aqueles que o denunciam.

Amanhã, 15 de setembro, Dia de Nossa Senhora das Dores, o plenário do STF se reunirá, não para julgar, mas para admitir um fato óbvio: Alexandre de Moraes precisa ser investigado. Sim, eu sei, ele também precisa ser preso preventivamente, ou impedirá quaisquer investigações. Também precisa ser afastado, julgado, condenado e punido. Suas decisões precisam ser anuladas. Suas vítimas precisam ser libertadas. A ditadura que ele ajudou a erguer precisa ser encerrada de vez.

Mas amanhã ele tem de sofrer a sua primeira derrota. Será apenas um primeiro passo na redenção do país; contudo, é hora de começar a sair do calabouço.

Senhor, tende piedade de nós. Nossa Senhora das Dores, rogai por nós.

Canal Briguet Sem Medo: Acesse a comunidade no Telegram e receba conteúdos exclusivos.

Acorde, você está numa ditadura socialista!A Revolução do STF: gargalhada na escuridãoPor que você não está preso, Alexandre?Paulo BriguetPaulo Briguet é escritor, jornalista, palestrante e professor de literatura. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias de comunicação no Paraná. Foi colunista da Folha de Londrina e editor-chefe do jornal Brasil Sem Medo. Publicou diversos livros, dentre eles: “Nossa Senhora dos Ateus”, "Coração de mãe", “O Mínimo sobre Distopias” e “Diário de Moby Dick”. Já escreveu mais de 2 mil crônicas. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.

Encontrou algo errado na matéria?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Crise do STF trava investigações de corrupção com potencial de impacto na eleiçãoEsquerda usa cinismo e Dino para liberar mentira eleitoreira e tentar iludir católicosDino e a conversão tardia: seletividade de ministro do STF mostra que golpe está em cursoQuem são e o que querem os nanicos na disputa presidencial em 2026Tudo sobre:

Alexandre de MoraesAndré MendonçaCorrupçãoDemocraciaJustiçaPartido dos Trabalhadores (PT)STFReceba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegramWHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.