Projétil foi desenvolvido por um oficial do exército francês em meados do século XIX; ao ser disparado, expandia de tamanho, provocando danos letais ao alvo

A indústria bélica está em constante evolução, desenvolvendo novas tecnologias capazes de tornar os armamentos cada vez mais perigosos e letais. Em meados do século XIX, a introdução da bala Minié representou um avanço significativo para a época, permitindo disparos mais precisos e eficazes a longas distâncias.

Esse modelo de munição, segundo a Enciclopédia Britannica, foi desenvolvido pelo oficial do exército francês Claude-Étienne Minié em 1849. A bala era feita de chumbo macio, e seu formato era cônico, com a base oca. Ao ser disparada, expandia de tamanho, provocando danos mortais na vítima. Dependendo da gravidade do ferimento, era necessário amputar o membro atingido.

Essa invenção permitia que os rifles carregados ativassem um sistema de ranhuras helicoidais, cortadas na superfície interna do cano da arma, que permitiam a rotação do projétil durante sua trajetória. A bala era posicionada diretamente no cano, mesmo quando sujo com resíduos de pólvora.

Antes, colocar a bala pelo cano era difícil, pois a textura do cano era reta. Por conta dessa dificuldade, os rifles não podiam ser carregados tão rapidamente quanto os mosquetes, mas o problema foi resolvido inicialmente com o uso de remendos lubrificados ao redor do projétil.

Após o desenvolvimento e o sucesso da bala, o oficial Minié foi recompensado pelo governo francês com 20 mil francos e uma nomeação para o corpo docente da escola militar de Vincennes. Após se aposentar em 1858 com a patente de coronel, ele atuou como instrutor militar do quediva do Egito e como gerente da Remington Arms Company nos Estados Unidos.

A bala Minié foi amplamente adotada pelos exércitos da Europa e dos Estados Unidos e foi usada de forma notável durante a Guerra Civil Americana (1861-1865).

Mais tarde, a partir do início do século XX, a tecnologia evoluiu para armas com disparo semiautomático ou totalmente automático, como o fuzil de assalto, armamento militar que é carregado por meio de cartuchos que reúnem a munição completa da arma.