Entenda o que é o Gemini Omni, o novo modelo do Google que cria e edita vídeos por conversa. O post O que é o Gemini Omni? O novo modelo de vídeo com IA do Google, explicado de forma simples apareceu primeiro em Google Discovery.

Principais destaques

Durante anos, criar um vídeo com inteligência artificial no ecossistema do Google significava lidar com uma colcha de retalhos de ferramentas diferentes: um modelo para gerar o vídeo em si, outro para criar imagens, outro para editar cenas e mais um para trilha sonora.

O anúncio do Gemini Omni, feito pelo Google durante o I/O 2026, propõe justamente resolver essa fragmentação, unindo tudo isso em um único modelo conversacional.

Este texto explica o que o Gemini Omni realmente é, como ele funciona na prática, o que o diferencia de ferramentas anteriores como o Veo e para que tipo de criador ele já está disponível.

Até o lançamento do Omni, a estrutura de mídia com IA do Google funcionava com um modelo especializado para cada tarefa: o Veo 3.1 cuidava da geração de vídeo, o Imagen das imagens, o Nano Banana Pro das edições e o Lyria da música. Montar um vídeo finalizado exigia encadear essas ferramentas separadamente, uma de cada vez.

A primeira versão liberada foi o Gemini Omni Flash, voltada para vídeos curtos, de até dez segundos. Uma versão mais avançada, chamada Gemini Omni Pro, já foi apresentada pelo Google, mas ainda sem data confirmada de lançamento.

O recurso mais chamativo do Gemini Omni é a forma como ele lida com edição. Em vez de gerar um vídeo e encerrar o processo por ali, o usuário pode continuar dando instruções em linguagem natural para ajustar o resultado, uma etapa de cada vez. Isso significa que é possível:

Outro destaque é a criação de avatares digitais: o usuário pode gerar uma versão digital de si mesmo, com voz e aparência semelhantes, e depois produzir vídeos estrelados por esse avatar. O Google afirma ter políticas para evitar uso indevido desse recurso, embora ainda não tenha detalhado publicamente todas as salvaguardas envolvidas.

A liberação do Gemini Omni Flash começou pelos assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra, através do aplicativo Gemini e da ferramenta Google Flow. O recurso também chegou, sem custo, ao YouTube Shorts Remix e ao aplicativo YouTube Create, para usuários maiores de 18 anos. O acesso via API para desenvolvedores e para uso empresarial deve chegar em algumas semanas, segundo o próprio Google.

Vale reforçar que o Gemini Omni não substitui completamente o Veo, que continua existindo como opção separada, especialmente indicada para quem precisa de saída em 4K, áudio sincronizado nativamente e um controle mais refinado de câmera para produções de estilo mais cinematográfico.

O Omni, por outro lado, mira uma experiência mais conversacional e acessível, pensada para quem quer criar e ajustar vídeos rapidamente, sem depender de várias ferramentas separadas.

O lançamento do Gemini Omni fez parte de um conjunto maior de anúncios do Google I/O 2026, que também incluiu o modelo Gemini 3.5 Flash, voltado para tarefas agênticas e fluxos de trabalho mais longos, e a plataforma de desenvolvimento Google Antigravity 2.0. O conjunto sinaliza a aposta do Google em produtos de IA cada vez mais capazes de agir de forma autônoma, e não apenas responder a comandos isolados.

O Gemini Omni representa uma mudança de postura do Google em relação à criação de vídeo com inteligência artificial: em vez de somar cada vez mais ferramentas especializadas, a empresa optou por unificar tudo em um único modelo conversacional, capaz de aceitar texto, imagem, áudio e vídeo como entrada e devolver um resultado coeso, editável em várias rodadas de conversa.

Para quem cria conteúdo em redes como YouTube Shorts, esse tipo de recurso reduz bastante a fricção entre ter uma ideia e ver um vídeo pronto na tela.