A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg está programada para esta quinta-feira e gera especulações entre investidores The post O que fez Ibovespa sair de queda para alta de mais de 1%? Cenário eleitoral explica appeared first on InfoMoney.
As especulações sobre a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg que impulsionaram a Bolsa brasileira no início da tarde desta quinta-feira (10) se confirmaram e fizeram com que o Ibovespa fechasse com fortes ganhos na sessão, descolando do exterior.
O índice voltou a superar os 188 mil pontos, sustentado principalmente pelas ações de bancos, com a nova pesquisa eleitoral corroborando o cenário disputado para a eleição presidencial de outubro.
Os papéis da Petrobras (PETR3;PETR4) também forneceram um apoio relevante, com o barril do petróleo disparando mais de 6% no mercado internacional, na esteira da escalada de ataques a petroleiros no Oriente Médio.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,42%, a 188.268,29 pontos, de acordo com dados preliminares, mas chegou a 188.538,85 na máxima. Na mínima, no começo do dia, recuou a 184.601,20 pontos, ou queda de 0,55%.
O levantamento mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula no segundo turno, ainda que empatados na margem de erro. Flávio conta com 46,4% dos votos em potencial segundo turno, ante 46,2% do petista. No primeiro turno, Lula tem 43% e Flávio tem 37,4%.
No fim da manhã, o Ibovespa havia passado de queda a uma alta superior a 1% em meio a novas especulações sobre o cenário eleitoral brasileiro.
Pablo Spyer, economista e sócio da XP, atribuiu a virada do Ibovespa ao chamado “trade eleitoral”, movimento que, segundo ele, ganhou força nas últimas duas semanas conforme investidores passaram a incorporar uma probabilidade maior de alternância de poder na eleição presidencial.
Para Spyer, pesquisas recentes mostrando o avanço de Flávio Bolsonaro na disputa têm levado o mercado a reajustar suas posições. Nesta quinta-feira, o movimento também ganhou força também com a mudança nas probabilidades do Polymarket, plataforma de apostas baseada em eventos.
“Fazia muito tempo que o Lula estava na frente no Polymarket e, agora, virou para o lado do Flávio”, afirma Spyer. Segundo ele, o mercado passou, dessa forma, a enxergar uma probabilidade maior de vitória de Flávio Bolsonaro. Para Spyer, o componente doméstico está falando “bem mais alto” nesta quinta-feira, do que a correção no exterior.
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Na avaliação do economista, as pesquisas eleitorais são hoje o gatilho mais direto para o desempenho da Bolsa, à medida que investidores tentam antecipar tanto o resultado da eleição quanto a política econômica do próximo governo. Segundo Spyer, o mercado associa uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro à expectativa de maior austeridade e responsabilidade fiscal.
Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, também relaciona a virada do Ibovespa às pesquisas eleitorais recentes, que têm apontado uma disputa mais apertada entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula.
Segundo Magno, o mercado vem reagindo a sinais de uma disputa mais equilibrada. Para ele, investidores estão reajustando posições diante da possibilidade de mudança na orientação econômica do próximo governo.
Pedro Galdi, analista de investimentos do AGF, destaca que a mudança de direção, hoje da Bolsa, ocorreu apesar de um pano de fundo externo pouco favorável aos ativos brasileiros no início do dia.
“As bolsas de valores no exterior abriram mistas, mas ainda influenciadas pelo movimento de alta do preço do petróleo e pelas expectativas sobre a decisão de juros do BCE. Aqui, o Ibovespa abriu no campo negativo, o dólar com viés de alta e a curva de juros também”, afirma.
Segundo Galdi, porém, o componente doméstico passou a predominar ao longo do pregão. “Nosso mercado mudou com as expectativas de nova pesquisa eleitoral e os ruídos constantes em Brasília. Aparentemente, voltamos ao trade eleitoral.”
Parte dos agentes de mercado associa a possibilidade de reeleição de Lula a dúvidas sobre a trajetória das contas públicas e seus potenciais efeitos sobre inflação e juros. Nesse ambiente, notícias interpretadas pelos investidores como favoráveis à candidatura de Flávio têm dado suporte aos ativos brasileiros, incluindo o real.
A expectativa eleitoral já vinha influenciando o mercado nos últimos pregões. Segundo Fernando Siqueira, head de Research da Eleven Financial, a ausência de novidades havia mantido o índice em queda moderada no início da sessão, enquanto investidores aguardavam novos sinais sobre a disputa presidencial.
“Subiu muito diante da chance de vitória de Flávio ou de outro candidato a presidente que não seja o Lula, e isso ajuda”, afirma Siqueira.




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