Deputados dos Estados Unidos miram uma tecnologia que muitos motoristas quase esqueceram, mas que ainda ocupa espaço simbólico no painel dos carros: o rádio AM.
Deputados dos Estados Unidos miram uma tecnologia que muitos motoristas quase esqueceram, mas que ainda ocupa espaço simbólico no painel dos carros: o rádio AM.
A discussão voltou porque fabricantes querem retirar esse recurso, sobretudo dos EVs, enquanto parte do Congresso tenta tornar sua presença obrigatória.O argumento das marcas passa pelo custo, já que a exigência poderia adicionar quase US$ 100 (R$ 519) ao preço de um veículo.
As transmissões comerciais em AM começaram em 1920, e os primeiros rádios automotivos vendidos como acessórios apareceram ainda na década de 1930.Quase um século depois, a tecnologia enfrenta sua fase mais delicada justamente por causa dos sistemas elétricos de alta tensão dos EVs.Segundo as fabricantes, esses conjuntos geram ruído elétrico suficiente para interferir na recepção, tornando difícil entregar uma experiência limpa ao usuário.
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A organização calcula que uma obrigação nacional custaria US$ 3,8 bilhões (R$ 19,7 bilhões) nos próximos sete anos para a indústria.Esse impacto poderia chegar a US$ 360 (R$ 1.900) por EV, ou US$ 32 (R$ 166) por veículo considerando todo o mercado.Mesmo assim, o AM Radio for Every Vehicle Act de 2025 voltou a ganhar força entre parlamentares em Washington.O deputado Tom Emmer, republicano de Minnesota, defendeu a proposta no fim de junho diante da National Association of Broadcasters.Ele chamou o rádio AM de “a forma mais pessoal de mídia que a humanidade já conheceu” e destacou seu papel local em situações críticas.EnqueteLei obrigando rádio AM em EVs compensa o custo extra de até US$ 360?Vote e veja o resultado em tempo real. Sim, vale para alertas e acesso ao painel 0%
Não, o custo por EV não compensa a interferência 0%
Depende: manter AM só em alguns mercados/versões 0%
Melhor usar alertas digitais em vez de rádio AM 0%
Ainda é útil, mas o AM devia ser opcional 0%13 votosAs fabricantes contestam essa visão ao lembrar que o sistema público de alertas da FEMA usa AM, FM, rádio pela internet, satélite e redes celulares.
A Alliance for Automotive Innovation cita ainda um estudo de 2023 segundo o qual apenas 1% dos adultos americanos recebeu alertas pelo rádio AM.Uma proposta semelhante apresentada em 2023 parou em comissão após resistência das montadoras, mas a nova tentativa parece ter mais tração política.A resolução na Câmara soma 317 coautores e foi incorporada ao pacote de infraestrutura Build America 250.Esse detalhe muda o peso da votação, porque a medida pode avançar se permanecer dentro de um conjunto legislativo maior.O Build America 250 já passou por comissão, embora ainda não tenha sido aprovado pelo Congresso nem pelo Senado.
A expectativa é que avance antes do fim de setembro, mas isso não garante que o trecho sobre rádio AM sobreviva até o texto final.Por trás da disputa, emissoras e fabricantes medem influência em um debate que mistura custo industrial, alcance de comunicação e acesso ao painel.
O público do AM cai desde 1978, e muitas estações hoje também transmitem em FM ou pela internet.Atualmente, os Estados Unidos têm cerca de 4.342 licenças de transmissão em AM, contra 22.205 licenças em FM.As emissoras afirmam que 82 milhões de americanos ouvem rádio AM ao menos uma vez por mês, sem detalhar quantos fazem isso dentro do carro.Para as montadoras, o Congresso ignora alternativas digitais de alerta que poderiam atender melhor os EVs sem exigir uma adaptação cara.




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