Chega de dúvidas na hora de cantar o hino antes dos jogos da Seleção Brasileira

Embora o hino faça parte da vida da população desde a infância e seja cantado em diferentes cerimônias e eventos esportivos, sua letra ainda desperta dúvidas. Afinal, ele reúne diversos termos pouco usados no dia a dia. Quem nunca ficou com cara de interrogação ao cantar “o lábaro que ostentas estrelado”? Para ajudar você a entender cada verso, o GUIA DO ESTUDANTE reuniu as “palavras difíceis” do Hino Nacional e explicou o significado de cada uma delas com base nos dicionários Michaelis, Aulete e Dicio. No final da matéria, você confere também o hino na íntegra, caso queira relembrar onde cada um destes termos aparece.

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Muito antes de ser escolhido como o hino mais bonito da Copa, o Hino Nacional brasileiro passou por diversas transformações. A melodia foi composta pelo carioca Francisco Manuel da Silva em 1822 e recebeu, inicialmente, o nome de “Marcha Triunfal”, em comemoração à Independência do Brasil. Nas décadas seguintes, a música foi acompanhada por duas letras diferentes: uma criada em 1831, após a abdicação de Dom Pedro I, e outra em 1841, durante a coroação de Dom Pedro II.

Após a Proclamação da República, em 1889, foi organizado um concurso para substituir o antigo hino. Apesar da iniciativa, a popularidade da composição de Francisco Manuel da Silva fez com que ela fosse mantida como melodia oficial. A letra atual só foi definida em 1909, quando o poema de Joaquim Osório Duque Estrada venceu um novo concurso. A oficialização do Hino Nacional do Brasil ocorreu em 6 de setembro de 1922, durante o governo do presidente Epitácio Pessoa.

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!

Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida, Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; “Nossos bosques têm mais vida”, “Nossa vida” no teu seio “mais amores.”

Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro dessa flâmula – “Paz no futuro e glória no passado.”

Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!

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