Num evento democrata, Obama alertou para riscos de desemprego em massa e apelou a um debate público urgente sobre IA — a dois meses das eleições intercalares.
O clima de tensão que se instalou esta semana sobre o desenvolvimento desenfreado da inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos e a nível internacional, com vários alertas para o risco de se perder o controlo sobre estes sistemas e para uma eventual eliminação dos seres humanos, não passou ao lado de Barack Obama. O antigo Presidente dos Estados Unidos passou na quinta-feira por um evento de angariação de fundos para o Partido Democrata e também se pronunciou sobre o tema, ao vincar a importância de os políticos traçarem um quadro regulatório para a IA que dê garantias de segurança, sem comprometer a economia.
Num evento em que esteve à conversa com Hakeem Jeffries, líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Obama apelou à elaboração de um quadro claro para avançar com propostas e no sentido de um debate público sobre políticas de IA. As eleições intercalares para o Congresso e o Senado realizam-se dentro de apenas dois meses e a abordagem à IA está a tornar-se num dos temas prementes da campanha entre os dois partidos.
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Republicanos e democratas ainda não se entenderam sobre o assunto e o speaker da maioria republicana, Mike Johnson, acabou por não renovar a comissão bipartidária que existia para discutir o futuro da IA. Por isso, o Partido Democrata acabou por avançar com uma comissão própria para estudar o tema e deverá apresentar já no outono um plano com medidas para abordar os principais desafios desta tecnologia.
Porém, segundo o jornal norte-americano, a unidade entre os democratas neste tópico não tem sido fácil, com diferentes vozes a tornarem públicas as divergências sobre o modo como o desenvolvimento da IA deve ser regulado e promovido. A essa circunstância não será alheio o envolvimento de algumas das principais empresas do setor na campanha para as eleições intercalares, com muitos milhões de dólares de financiamento eleitoral a influenciarem a visão sobre mais ou menos regulação.
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