“Precisamos não só de dar respostas à crise da habitação, à crise do Serviço Nacional de Saúde, à crise que temos tido em matérias de transparência...
A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, disse, esta quinta-feira, 17 de setembro, que o partido vai propor um conjunto de medidas, no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, visando a adaptação do território aos riscos das alterações climáticas.
“Temos investigadores a dizer-nos o que está a acontecer, temos especialistas a explicar aquilo que temos que mudar. Então, o problema é que, muitas vezes, a política continua a teimar e a comportar-se como se o futuro não tivesse chegado, quando o futuro está a acontecer, aqui e agora”, afirmou.
A líder do Pessoas-Animais-Natureza (PAN), também deputada na Assembleia da República, falava no encerramento do debate “Rota do Clima”, organizado pelo partido, que decorreu no Funchal e juntou académicos, políticos e sociedade civil.
Este foi o primeiro encontro da Rota do Clima, que passará por vários distritos, estando já previsto Porto, Lisboa, Setúbal, Coimbra e Leiria.
“Precisamos não só de dar respostas à crise da habitação, à crise do Serviço Nacional de Saúde, à crise que temos tido em matérias de transparência, mas [também] à crise climática, que não desapareceu como pano de fundo”, disse Inês de Sousa Real, sublinhando que o PAN vai avançar com propostas nesse sentido já no Orçamento do Estado para o próximo ano.
A porta-voz do Pessoas-Animais-Natureza disse ser fundamental elaborar um “mapa dos riscos climáticos” no país, tendo em conta a ocorrência de fenómenos extremos cada vez mais frequentes e intensos.
“Não podemos voltar a construir em leitos de cheia, não podemos construir em duna primária, não podemos construir campos de golfe que consomem recursos absolutamente insustentáveis, quando precisamos dessa água para consumo humano ou para rega da produção alimentar”, avisou.
“É fundamental transformar os planos em respostas concretas, o que não tem, infelizmente, acontecido”, disse.
A porta-voz do PAN considerou que também há responsabilidades políticas a tirar no setor do ambiente, como acontece ao nível da Administração Interna, da Saúde ou da Educação.
“Se o clima mudou, as políticas têm que mudar”, avisou.
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