As pensões mais baixas deverão aumentar 3,3% em 2027. A subida foi anunciada esta sexta-feira pela secretária do Estado da Segurança Social, Susana Filipa?...
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As pensões mais baixas deverão aumentar 3,3% em 2027. A subida foi anunciada esta sexta-feira pela secretária do Estado da Segurança Social, Susana Filipa Lima.
A governante falava durante a audição parlamentar no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).
O Indexante dos Apoios Sociais (IAS) deverá passar dos atuais 537,12 euros para 554,86 euros no próximo ano. Este valor servirá também de referência para o cálculo da Prestação Social Única (PSU), cujo novo regime começa a produzir efeitos no final de dezembro de 2026.
“Vamos ter um aumento superior em 0,5% do valor que vier a ser a inflação para 2026 publicada pelo INE”, esclareceu no Parlamento a governante, alertando que vai ser preciso aguardar por meados de dezembro para confirmar se o instituto confirma o valor da inflação.
De acordo com o Público, em 2027, as pensões até cerca de 1074 euros deverão aumentar 3,3%. No escalão seguinte, correspondente às pensões entre aproximadamente 1074 e 3223 euros, a atualização deverá ser de 2,79%, em linha com a inflação.
Já as pensões entre cerca de 3223 e 6446 euros, correspondentes a valores entre seis e 12 IAS, deverão aumentar 2,54%, ou seja, menos 0,25 pontos percentuais do que a taxa de inflação estimada. As pensões superiores a 12 IAS não serão abrangidas pela atualização automática.
“No conjunto desta despesa, para o OE, teremos um aumento de despesa permanente, com pensionistas e idosos, superior a mil milhões de euros”, indicou a secretária de Estado.
A governante sublinhou, contudo, que os valores apresentados são ainda provisórios e que as percentagens definitivas de atualização só serão conhecidas em meados de dezembro.
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, já tinha garantido que o Governo iria aplicar o mecanismo de atualização automática das pensões.
Além disso, a ministra defendeu a necessidade de um “pacto de regime” entre os vários partidos políticos em torno da reforma da Segurança Social e do sistema de pensões.




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