O som do pandeiro, do cavaquinho e das vozes afinadas vai ganhar espaço na Tijuca a partir de agosto. O bairro receberá a nova edição da Casa da Mulher Sambista, projeto que abre inscrições para oficinas gratuitas voltadas à formação de mulheres interessadas em aprender, aperfeiçoar técnicas e ampliar sua atuação no universo do samba. Inverno na Zona Sul: Onde encontrar caldos, sopas e fondues para aquecer os dias frios Novas regras nas barcas: Ciclomotores e autopropel

O som do pandeiro, do cavaquinho e das vozes afinadas vai ganhar espaço na Tijuca a partir de agosto. O bairro receberá a nova edição da Casa da Mulher Sambista, projeto que abre inscrições para oficinas gratuitas voltadas à formação de mulheres interessadas em aprender, aperfeiçoar técnicas e ampliar sua atuação no universo do samba.

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As aulas serão realizadas no Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, sempre às terças e quintas-feiras, das 16h às 18h.

Promovida pelo Movimento das Mulheres Sambistas, a formação reúne oficinas de cavaquinho, violão, canto, produção cultural, pandeiro, percussão geral e percussão de bloco de carnaval.

A proposta da ação é ampliar o acesso ao conhecimento musical e técnico, incentivando a participação feminina em diferentes áreas da cadeia produtiva do samba.

Criada em 2019, a Casa da Mulher Sambista busca promover a equidade de gênero, raça e classe por meio de atividades formativas e do acolhimento e da valorização das mulheres que atuam, ou desejam atuar, no mundo do samba. Além de instrumentistas e cantoras, o projeto contempla quem pretende seguir carreira na produção cultural e em outras funções dos bastidores.

Segundo Patricia Rodrigues, coordenadora do projeto, as oficinas têm contribuído para ampliar a presença feminina no mercado cultural e fortalecer iniciativas lideradas por mulheres.

— A Casa da Mulher Sambista, por meio de suas oficinas, tem movimentado a cena do samba, inserindo mulheres no mercado de trabalho e fomentando a criação de novas rodas de samba femininas. É pertencimento, valorização e geração de renda para mulheres que, muitas vezes, não teriam a possibilidade de pagar por uma formação como essa — diz.

Um levantamento realizado pelo projeto mostra que nove em cada dez participantes concluíram as oficinas com desenvolvimento de novas habilidades, enquanto 93,41% demonstraram interesse em participar de uma nova edição. Todas as alunas entrevistadas afirmaram que recomendariam a experiência para outras mulheres.

Haverá algumas turmas também no Centro da cidade e as inscrições serão feitas exclusivamente por um formulário disponível no Instagram do projeto (@movimentodasmulheressambistas), entre o dia 18 ao dia 27 de julho. O resultado será divulgado em 30 de julho, a aula inaugural acontece em 6 de agosto e o início das atividades está marcado para 10 de agosto.