Missão operada na Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, vai estudar a recuperação de equipamento após o voo; a primeira etapa do projeto aconteceu em 2024
Compartilhar matériaO Brasil pretende preparar um sistema para o estudo da microgravidade no espaço. A partir desta segunda-feira (31), até o próximo dia 19 de setembro, a janela da missão Operação Potiguar 2 está aberta, no CLBI (Centro de Lançamento da Barreira do Inferno), localizado no Rio Grande do Norte.
Os cientistas brasileiros querem estudar a microgravidade usando a PSM-R (Plataforma Suborbital de Microgravidade Reduzida), a base vai carregar experimentos científicos para entender a ausência de gravidade.
Diferente da primeira parte do projeto realizado pelo DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), em 2024, com a função de verificar procedimentos e funções de lançamentos, a segunda missão vai testar o sistema de recuperação da plataforma. Os dados vão auxiliar as próximas missões de pesquisa em ambiente com microgravidade.
Com o funcionamento da plataforma, o Brasil terá capacidade de estudar no espaço e ambiente com menos gravidade, as seguintes aplicações;
“A Operação Potiguar 2 deverá permitir a validação em voo da Plataforma Suborbital de Microgravidade, a PSM, na qual poderão ser instalados experimentos científicos e tecnológicos. As condições de microgravidade oferecidas pelos foguetes VS-30 e VSB-30 permitem o desenvolvimento de experimentos da comunidade científica, como estudos de novos materiais, de processos de combustão, de medicamentos e de agricultura espacial. A validação da PSM ampliará as possibilidades de pesquisas científicas e tecnológicas em ambiente de microgravidade”, aponta o brigadeiro Eduardo Bacelar, diretor do DCTA.
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Voo e lançamento Para o lançamento, o Brasil irá utilizar o VS-30, um foguete suborbital, ou seja, que não entra em órbita, o veículo tem apenas um estágio.
O VS-30 será lançado por um trilho desenvolvido pelo IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), o mecanismo é utilizado para envio de cargas úteis para o espaço, alcançando 100 quilômetros de distância, condição necessária para estudar a microgravidade. Segundo a linha de Kármán, trata-se do limite entre a Terra e o espaço.




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