Scaloni abandonou ideia de futebol moderno ao perceber que seus melhores jogadores valorizam a posse
Fabio Takahashi trabalhou na Folha por 18 anos, como repórter e editor do DeltaFolha. É gerente de dados da Loft e editor do site Portas. Daniel Mariani é jornalista de dados e cobre sua terceira Copa do Mundo
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18.jul.2026 às 18h08
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Fábio Takahashi A bola poucas vezes terá sido tão disputada quanto neste domingo (19). Ao longo desta Copa, Argentina e Espanha estão entre as seleções que mais completaram passes no torneio e mais tiveram posse de bola.
Mas o interessante é que, apesar dessas características semelhantes em relação a posse de bola e troca de passes, em fatores fundamentais os dois times divergem.
Começando pelo que as aproxima (dados da Opta Analyst). A Argentina lidera a Copa em passes certos por jogo, com média de 601 (91% de aproveitamento). A Espanha é a quarta, com 574 (90%). O Brasil ficou na 11ª posição nesse quesito.
No recorte de passes no terço final do campo (ou seja, próximo à área adversária, região que efetivamente ameaça o oponente), Argentina e Espanha seguem entre as mais efetivas, ainda que não isoladas na liderança: a Espanha em terceiro lugar (176 passes certos por jogo) e a Argentina em quarto (156), atrás de Turquia e Alemanha.
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Quais jogadores lideram suas equipes nesse controle todo de jogo?
O argentino Paredes é o jogador na Copa com mais passes certos por jogo (112); Rodri é o segundo colocado (94). No terço final, o pelotão muda, mas com presença de jogadores das duas finalistas: o espanhol Pedri lidera (34 passes certos), Paredes é o terceiro e o espanhol Fabián Ruiz é o quarto.
Paredes se destaca ainda como líder em conduções de bola por jogo (33,69). Pedri é o terceiro (28). Ou seja, os dois não são apenas distribuidores mas também levam a bola para dentro do campo adversário.
Duas curiosidades históricas sobre o estilo das duas equipes. Um holandês, Cruyff, foi um dos grandes responsáveis pela valorização do passe na Espanha. Ele foi jogador do Barcelona nos anos 1970 e depois técnico do time nos anos 80 e 90.
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