Equipe asiática sabe se adaptar ao estilo de adversários e variar o seu próprio jogo

Fabio Takahashi trabalhou na Folha por 18 anos, como repórter e editor do DeltaFolha. É gerente de dados da Loft e editor do site Portas. Daniel Mariani é jornalista de dados e cobre sua terceira Copa do Mundo

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27.jun.2026 às 19h54 Atualizado: 27.jun.2026 às 20h34

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Fábio Takahashi Trabalhou na Folha por 18 anos, como repórter e editor do DeltaFolha. É gerente de dados da Loft e editor do site Portas

Começando pelo básico: o Brasil tem amplo favoritismo contra o Japão no duelo eliminatório desta segunda-feira (29). O supercomputador da Opta dá 58% de chances de vitória no tempo normal para o time de Ancelotti, 18% para os japoneses e 24% para empate.

O favoritismo brasileiro se repete em outros modelos de previsão. Em geral, eles consideram o desempenho histórico das equipes, últimos jogos, confrontos diretos e outras variáveis semelhantes. Mas ter chance maior de vitória não significa necessariamente vitória, especialmente num esporte menos previsível como o futebol (o mesmo modelo da Opta, por exemplo, apontou 87% de chances de vitória para a Espanha contra Cabo Verde, e o jogo terminou em empate).

O que leva o Japão a ter chances razoáveis de eliminar um gigante pentacampeão como o Brasil?

Chama a atenção a capacidade que a equipe asiática tem de se adaptar a diferentes estilos de adversários e variar seu próprio jogo.

Na primeira rodada, ante a poderosa Holanda, conseguiu um empate em 2 a 2, jogando com pouca posse de bola (40%). Na partida seguinte, bateu a Tunísia por 4 a 0, com 62% de posse.

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Compare a performance das seleções até aqui Uma possível explicação para essa capacidade de adaptação é a longevidade do técnico Hajime Moriyasu, no cargo há oito anos, com muito mais tempo de treinamentos do que o comandante do Brasil, no posto há pouco mais de um.

A equipe japonesa tem variado nesta Copa não só a quantidade de bolas dominadas como a distribuição do seu jogo. No empate com a Suécia, concentrou seus passes no meio de campo ofensivo e no lado direito de ataque. Contra a Tunísia, usou principalmente os dois lados do campo, com menos trabalho pelo meio.

Os japoneses mostram não apenas adaptabilidade mas também efetividade. Nas estatísticas da Fifa, eles são os líderes em finalizações convertidas em todo o campeonato até aqui: 26% dos chutes viraram gol (para o Brasil, a taxa é de 18%).