Sensores e dispositivos automatizados de insulina permitem mais segurança e autonomia para crianças com diabetes tipo 1

As mães Havolene Valinhos e Cristiane Gercina abordam descobertas do início da maternidade e desafios da adolescência

Link externo, abre página da no Instagram

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

26.jun.2026 às 18h01

A diabetes tipo 1 impõe uma rotina rigorosa às famílias. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, quase cem mil crianças e adolescentes convivem com a doença no Brasil, que ocupa a quarta posição mundial em incidência de casos infantis.

Além da contagem de carboidratos e do controle constante da glicemia, pais e responsáveis convivem com o medo da hipoglicemia —queda de açúcar no sangue—, especialmente durante a madrugada.

Nos últimos anos, a tecnologia passou a desempenhar papel fundamental nesse acompanhamento. Sensores aplicados na pele realizam o monitoramento contínuo da glicose e enviam os dados em tempo real para os celulares cadastrados. Quando os níveis ficam muito altos ou baixos, alarmes são disparados para o paciente e seus familiares.

Atualmente existem pelo menos cinco sensores autorizados no Brasil. O mais famoso é o FreeStyle Libre, da Abbott, mas outras tecnologias têm ganhado o mercado, como o GS1, da Sibionics, o Smart 2.0, da Medlevensohn, e o novo sensor Accu-Chek SmartGuide, da Roche Diagnóstica. Esse, no entanto, não é indicado para utilização de pessoas com diabetes com menos de 18 anos.

A GTech também prepara a chegada de um sensor para agosto deste ano. O aumento do número de empresas que oferecem o recurso permitiu que os custos baixassem. O preço médio de um sensor que dura 14 a 15 dias é de R$ 289.

Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar

O preço é o maior problema para a expansão desse tipo de tecnologia no Brasil atualmente. Ainda assim, muitas cidades começaram a oferecer o recurso pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A cidade de São Paulo passou a ofertar o dispositivo neste mês.

A tecnologia será destinada a crianças com diagnóstico de diabetes tipo 1 e que tenham pais ou responsáveis inscritos no CadÚnico (Cadastro Único). A primeira etapa do programa deve contemplar 1.584 crianças.

Moradora de São Caetano (ABC Paulista), Paloma Macedo Perez pega pelo município o sensor Libre para o filho Artur, 11. "Ele é muito sensível à insulina e tem hipoglicemia severa. O uso do sensor ajudou muito nesse monitoramento, principalmente porque, quando a hipoglicemia ocorre, nem sempre a criança consegue verbalizar o que está acontecendo, mas o monitoramento ajuda."

Paloma afirma que ele começou a usar o sensor aos 6 anos. "A gente que é mãe de criança diabética teme muito essas hipoglicemias de madrugada. É um medo constante [pensar] se teremos nosso filho bem no dia seguinte", conta ela.