Bioeconomia, biotecnologia e transição energética formam estratégia das principais forças econômicas
Espaço de debate para temas emergentes da agenda socioambiental
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Guilherme Brammer Empreendedor, engenheiro de materiais e especialista em economia circular e inovação de impacto. Fundou a Boomera, uma das empresas pioneiras do setor no Brasil
O Brasil costuma ser descrito como o país do futuro. O problema é que tratamos esse futuro como uma promessa permanente. Hoje, porém, talvez estejamos diante de uma oportunidade diferente: não apenas participar da transição para uma nova economia global mas também ajudar a defini-la.
A renovação do meu mandato como conselheiro sênior do Centro para Natureza e Clima do Fórum Econômico Mundial reforça essa possibilidade e me desafia a aprofundar a reflexão sobre o potencial brasileiro de liderar o que denomino Hope Economy.
No primeiro ano, diante da COP30, estive focado em apoiar o Fórum a melhor compreender o Brasil. No próximo ciclo, tenho à frente uma missão de aproximar o ecossistema brasileiro de bioeconomia, inovação e empreendedorismo de impacto das principais discussões econômicas globais.
Essa mudança de foco é bastante significativa. Durante muito tempo, o Brasil ocupou espaço nas conversas internacionais como detentor de recursos naturais e protagonista das negociações climáticas. E agora o país pode assumir o protagonismo na construção de uma nova economia.
Convivendo com lideranças empresariais, investidores, formuladores de políticas públicas e especialistas ligados ao Fórum Econômico Mundial, uma percepção tornou-se evidente: o mundo já começou a reorganizar as próprias prioridades econômicas.
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Bioeconomia, biotecnologia, segurança alimentar, minerais críticos, inteligência artificial e transição energética deixaram de ser agendas setoriais para ocupar o centro das estratégias das principais economias globais.
O Brasil precisa rever a narrativa que construiu sobre si mesmo. Faz sentido continuarmos nos apresentando ao mundo como um grande exportador de commodities, quando reunimos condições para ocupar uma posição muito mais estratégica?
Temos biodiversidade, conhecimento científico, centros de pesquisa, empreendedores, capacidade produtiva e uma das maiores oportunidades de inovação baseada na natureza do planeta. O que ainda não conseguimos construir foi um ecossistema capaz de transformar esses ativos em tecnologia, propriedade intelectual, empresas de alcance global e desenvolvimento econômico.




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