A equipe ficou ficou com a bola, dominou toda a partida

Cronista esportivo, participou como jogador das Copas de 1966 e 1970. É formado em medicina

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19.jul.2026 às 21h11

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A Espanha, com sua bela e eficiente maneira de jogar, ficou com a bola, dominou toda a partida, finalizou vinte vezes, criou cinco claras chances de gols e mereceu o título, com um gol marcado por Fernan Torres.

A Argentina não teve uma única finalização no tempo normal de jogo e apenas no final da prorrogação finalizou e criou uma oportunidade de marcar. Se a Espanha tivesse mais talento no ataque, poderia ter feito mais gols.

Lamine Yamal, o único excepcional atacante, teve uma atuação discreta.

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A derrota ainda não terminou.

Ancelotti, por ser um treinador vitorioso, de prestígio mundial e europeu, como a maioria dos brasileiros queria, foi uma grande decepção. Ele não deixou de ser um excelente técnico. Embora tenha cometido alguns erros e a eliminação do Brasil tenha sido mais cedo do que nos Mundiais anteriores, o fato é mais uma demonstração da importância relativa dos treinadores.

Eles erram e acertam, pois o futebol está longe de ser uma ciência exata. Há muitos outros fatores envolvidos.

Muitas vezes, um grande time, uma seleção, se forma de repente. Os jogadores se completam em campo mais pelas características do que pelos treinamentos. A primeira vez que joguei ao lado de Dirceu Lopes e Evaldo no Cruzeiro dos anos 60, parecia que jogávamos juntos há mil anos.

Evidentemente, o melhor é que um treinador de seleção tenha um bom tempo para formar uma equipe com suas variações na escalação e na maneira de jogar.

Os times que atuam na Argentina são inferiores aos que jogam no Brasil. As duas seleções são formadas quase somente por atletas que atuam no exterior. Fora Messi, existe, mais ou menos, um equilíbrio técnico individual entre as duas seleções. Porém, o jogo coletivo dos argentinos é muito melhor, menos na final contra a Espanha.