Senador Rogério Marinho critica investigação sobre emendas e diz que apuração conduzida por Dino repete investigação aberta no STF em 2019
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), comparou a investigação sobre o uso de emendas parlamentares por entidades ligadas à produção do filme Dark Horse ao Inquérito das Fake News, aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019. Para o senador, a apuração relatada pelo ministro Flávio Dino corre o risco de se transformar em um “novo monstro”.
“Nós estamos vendo agora a criação de um novo monstro, que é o inquérito que está sendo conduzido pelo senhor Flávio Dino”, afirmou Marinho a jornalistas no Senado.
O parlamentar também criticou o alcance dado à investigação sobre emendas e disse que o procedimento não pode funcionar “como se fosse uma espada na cabeça do Parlamento brasileiro”.
Na mesma declaração, Marinho classificou o inquérito 4.781 como um “espada na cabeça da sociedade brasileira”.
O inquérito foi aberto em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, para investigar notícias falsas, ameaças e ataques contra integrantes da Corte.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Alexandre de Moraes foi escolhido relator e permaneceu à frente do procedimento por mais de sete anos.
Em 9 de setembro, o presidente do STF, Edson Fachin, retirou Moraes da relatoria e determinou que procedimentos preliminares ligados ao inquérito retornassem à presidência da Corte para análise e posterior envio à Polícia Federal e à PGR.
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