Para o mês de agosto, metal encerra em baixa de 2,45%, a US$ 4.050,2 por onça-troy
Compartilhar matériaO contrato mais líquido do ouro fechou em queda de mais de 2% nesta quinta-feira, 23, em uma sessão na qual os desdobramentos da escalada no conflito do Oriente Médio pressionaram o metal. Reflexo da interrupção de fluxos marítimos na região, a disparada nos preços do petróleo eleva as pressões inflacionárias, o que tem como repercussão uma perspectiva de maior aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed).
Como consequência, os rendimentos dos Treasuries avançam, pressionando ainda mais o ouro, que não rende juros.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em baixa de 2,45%, a US$ 4.050,2 por onça-troy. A prata para setembro recuou 2,92%, a US$ 58,054 por onça-troy.
O mercado segue ampliando expectativas em torno de um possível aumento de juros pelo Fed nos próximos meses, em meio à deterioração do sentimento de risco provocada pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pela disparada do petróleo, que voltou a tocar os US$ 100 o barril hoje, no caso do Brent - fatores que podem reacender pressões inflacionárias.
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a expectativa de aperto monetário pelo Fed até setembro segue crescendo, tendo superado a probabilidade de 80%. Para a reunião da próxima semana, a principal aposta é de manutenção (62,1% de chance estimada).
Por sua vez, o UBS mantém uma perspectiva otimista para o ouro no médio e longo prazo. Um sinal foi a alta dos preços do ouro desde o início desta semana, enquanto as ações de empresas de mineração de ouro em Hong Kong e na China subiram cerca de 20% em três dias.
"Acreditamos que o sentimento em relação ao ouro está começando a melhorar e continuamos esperando que os preços se recuperem dos níveis atuais até o final do ano", diz. O UBS prevê o ouro a US$ 4.675 e US$ 4.800 até o final de 2026 e 2027, respectivamente.
Os próximos eventos importantes a serem observados são o tom da política monetária do Fed e os desdobramentos no Oriente Médio, afirma.



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