João Carlos Mansur chegou a assinar termo de confidencialidade com a polícia, mas não avançou nas tratativas
Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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O ex-dono da Reag, João Carlos Mansur, chegou a iniciar as tratativas de delação premiada junto à PF (Polícia Federal), mas não avançou nas conversas e preferiu detalhar o conteúdo da proposta apenas à PGR (Procuradoria-Geral da República). O acerto foi noticiado pelo UOL.
Segundo interlocutores da PF, Mansur chegou a assinar o termo de confidencialidade do acordo com o órgão, um primeiro passo antes da entrega dos documentos e eventuais provas dos crimes.
Depois de iniciar as tratativas, no entanto, Mansur teria negociado todo o conteúdo apenas com a PGR, que fará a delação sozinha.
Segundo o UOL, o acordo de delação do ex-dono da Reag com a PGR já está em fase final, mas ainda não foi assinado.
A reportagem diz que ele entregou 17 anexos com foco no ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, cita políticos como o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-prefeito e candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil).
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Investigações da PF e do Banco Central dizem que o banco Master emprestava recursos e os direcionava a empresas. Depois, o dinheiro seria transferido para fundos administrados pela Reag.
Mansur é investigado na operação Compliance Zero pela relação com o Master, enquanto a Reag é citada na operação Carbono Oculto por suspeita de lavagem de dinheiro com o crime organizado.
A expectativa é que ele entregue detalhes das operações suspeitas comandadas por Vorcaro e as ligações dele com políticos.



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