Senador participará de audiência pública sobre ameaça de tarifaço em 6 de julho

Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai pedir ao governo americano que suspenda até depois das eleições o processo que pode levar à aplicação de novas tarifas contra o Brasil, durante participação em audiência pública marcada para 6 de julho.

O pré-candidato se inscreveu para falar na audiência online como um gesto para demonstrar sua contrariedade com a ameaça de tarifaço, que vem sendo explorada pelo governo Lula.

"Vamos pedir que seja suspenso o processo durante o período eleitoral, e depois as partes podem se sentar na mesa de uma forma séria e responsável, sem palavras de ordem, com quem tiver obtido legitimidade política no voto, durante um processo de transição", diz o senador Rogerio Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio.

O prazo final para uma decisão do governo Donald Trump sobre o tema é 15 de julho.

Segundo Marinho, a ausência de representantes do governo das audiências mostra que Lula está na verdade interessado em que as tarifas sejam aplicadas pelo governo Donald Trump, para que o fato seja usado pelo petista com fins eleitorais.

"É importante mostrar que a narrativa do PT é só isso, narrativa. Estão dispostos a tudo para vencer a eleição, permitir que haja imposição de tarifas, para que saiam dizendo que o Brasil foi prejudicado, que a família Bolsonaro contribuiu para isso", afirma Marinho.

Para o coordenador da campanha, o movimento correto seria o governo brasileiro participar da audiência, como maior interessado no tema.

O Itamaraty, no entanto, diz que mantém contato com o governo Donald Trump pelos canais diplomáticos tradicionais, a fim de buscar evitar a imposição de novas tarifas.

"Ou houve deliberada omissão do governo, para poderem surfar no problema, ou o corpo diplomático brasileiro é um desastre ao não participar dessas audiências. Prefiro acreditar na primeira hipótese", diz Marinho.

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