Raíces Real Estate afirma ter vendido US$ 13 milhões em imóveis para compradores do Brasil

Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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Dos US$ 26 milhões (R$ 135,8 milhões) em imóveis vendidos pela Raíces Real Estate, uma das maiores desenvolvedoras imobiliárias do Paraguai, a metade veio de investidores do Brasil.

Para o presidente da empresa, Ernesto Figueiredo, isso é uma evidência do novo perfil de compradores na região. Se o brasileiro antes era figura ocasional, passou a ser protagonista do mercado. Além dos 50% das compras da incorporadora, também representam 60% dos pedidos de residência para investidores estrangeiros.

A Raíces Real Estate soma 32 milhões de m² urbanizados distribuídos em 280 projetos em 60 cidades do país. Entre os ativos da companhia, está a única franquia paraguaia da Sotheby's International Realty, rede global especializada em imóveis de alto padrão.

O setor imobiliário paraguaio vive um boom e responde por 12% do PIB nacional. Para 2026, a projeção oficial projeta 80 mil novas residências, sustentadas pela chegada de indústrias, profissionais do agronegócio e investidores internacionais. A consequência disso foi elevar a demanda por galpões logísticos, áreas corporativas e imóveis residenciais de luxo.

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A Raíces estima que o número de empresas brasileiras com investimento direto no país, hoje em 300, chegue a 1.000 nos próximos três anos.

Segundo a incorporadora, o segmento paraguaio se caracteriza por rentabilidade elevada e preços de entrada ainda competitivos em comparação a outras capitais sul-americanas. O aluguel rende entre 6% e 8% ao ano, acima da média do continente. Na capital Assunção, bairros nobres como Villa Morra e Recoleta variam de US$ 1.500 (R$ 7.800) a US$ 2.500 (R$ 13 mil) o metro quadrado. Em Ciudad del Este, fica entre US$ 900 (R$ 4.700) e US$ 1.400 (R$ 7.300).

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