Ideia é usar métricas geradas por sistema desenvolvido pela empresa para aumentar fluxo dos empreendimentos

Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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A multinacional francesa de estacionamentos Indigo está lançando uma plataforma de inteligência de dados para auxiliar a gestão de 180 shopping centers no país. A empresa, que administra cerca de 400.000 vagas no Brasil, quer usar a coleta de dados de perfil dos consumidores para apoiar a gestão dos estabelecimentos.

O sistema é como um painel de controle que reúne informações a partir da leitura das placas dos automóveis e reserva de vagas por aplicativo, conseguindo detalhar fluxo de veículos, ocupação, tíquete médio, tempo de permanência, recorrência de clientes, pagamentos digitais, isenções e demais informações de comportamento de consumo.

"A ideia é apoiar a gestão. Hoje, o estacionamento não é uma área em que o pessoal dedica muita atenção para entender a formação da receita nos shoppings", afirma Thiago Piovesan, CEO da Indigo Brasil.

A empresa diz que não houve investimento expressivo para a criação da ferramenta. "O investimento foi muito mais de tempo e de estruturação, não necessariamente de dinheiro, de pegar o nosso time interno, montar a base e organizar os dados. Esse é um projeto que a gente vem trabalhando há uns oito meses, desde o final do ano passado, e que agora ficou pronto."

Além de auxiliar a gestão do estacionamento do próprio shopping, a ferramenta também pode traçar o perfil socioeconômico dos consumidores e do entorno dos empreendimentos e permite comparativo com demais regiões, funcionando como uma referência para o mercado.

A ideia é oferecer o serviço aos administradores dos complexos por meio de pacotes, que podem ter mais ou menos detalhes.

"O nosso projeto é mais do que entregar os dados, mas também gerar a inteligência de analisar o dado para propor algumas ações, testar, ver se vai dar resultado", afirma Piovesan, que diz que a análise restringe a identificação de clientes e estabelecimentos, respeitando o sigilo das informações.

"A questão é a gestão conjunta. A gente quer ter um time do nosso lado que, com o time do shopping ou do cliente, possa olhar essas informações."

A empresa fatura cerca de R$ 2 bilhões no Brasil e estima deter cerca de 15% do fragmentado mercado de estacionamentos. O investimento anual gira em torno de R$ 200 milhões.

Além dos shopping centers, a empresa faz a gestão dos estacionamentos de 65 hospitais e clínicas, 10 aeroportos, 4 estádios de futebol e mais de 10 parques, uma frente que, segundo o executivo, tem crescido exponencialmente. Ao todo, são cerca de 350 ativos administrados pela companhia.