A freguesia do Brasil em relação a Noruega e o reencontro pelas oitavas de final da Copa do Mundo têm um componente hereditário.Se Erling Haaland e Alexander Sørloth compõem o ataque do adversário da equipe de Carlo Ancelotti, os pais dos dois jogadore

A freguesia do Brasil em relação a Noruega e o reencontro pelas oitavas de final da Copa do Mundo têm um componente hereditário.

Se Erling Haaland e Alexander Sørloth compõem o ataque do adversário da equipe de Carlo Ancelotti, os pais dos dois jogadores ajudaram a construir o retrospecto positivo para o lado norueguês.

Gøran Sørloth jogava no Rosenborg e era um dos principais atacantes da Noruega em 1988, quando o Brasil enfrentou a seleção nórdica pela primeira vez. Não foi dele o gol, mas Sørloth pai estava em campo no empate por 1 a 1, em Oslo.

Já Alf-Inge Haaland foi o lateral-direito da Noruega em um amistoso em 1997, no qual o Brasil levou 4 a 2, também na capital norueguesa. O Haaland pai jogava no Nottingham Forest na época e, individualmente, construiu sua carreira na Premier League nos anos seguintes. Até por isso, Haaland, o filho, nasceu em Leeds, em 2000.

Outro pai de jogador que ajudou a construir esse legado é o goleiro Erik Thorstvedt, que jogou em 1988 e tem o filho, Kristian Thorstvedt, na seleção atual.

Das seleções que o Brasil enfrentou ao longo de 1071 jogos oficiais, a Noruega é a única que pode dizer que não foi derrotada. A chance de um acerto de contas será domingo.

Ao todo, o Brasil já encarou os noruegueses quatro vezes. Empatou duas e perdeu outras duas — sendo o jogo mais pesado o duelo pela Copa 1998.

Três dos quatro jogos foram em Oslo, capital norueguesa. O único em solo neutro foi justamente a derrota na Copa da França. Então, apesar da disparidade técnica, os noruegueses tiveram a vantagem do campo na maioria dos confrontos.

Taffarel foi o goleiro da seleção em três jogos. Atual preparador da seleção de Carlo Ancelotti, o reencontro nas oitavas da Copa, de certo modo, tem um acerto de contas individual também.

O histórico de Brasil x Noruega, além de restrito, é relativamente recente. O primeiro duelo foi em julho de 1988, em Oslo, capital norueguesa.

A seleção vivia uma fase instável. Olhando em retrospectiva, o jogo foi o 16º dos 19 que o Brasil teve sob o comando do técnico Carlos Alberto Silva.

O jogo contra o pai de Sørloth também foi usado como preparatório para a disputa dos Jogos Olímpicos de Seul. Então, a seleção não tinha força máxima. Aquele time tinha Romário, ainda no Vasco, como craque principal.

O gol da Noruega saiu no segundo tempo, com Jan Åge Fjørtoft. A jogada nasceu de um balão mal dado pelo zagueiro Aloísio, então no Internacional. Fjørtoft recebeu cruzamento rasteiro e bateu de primeira, no canto de Taffarel.

O empate brasileiro veio após escanteio. A bola foi escorada e sobrou para o centroavante Edmar, que jogava no Corinthians.

O Brasil jogou com Taffarel, Jorginho, Aloísio, Ricardo Gomes e Nelsinho (Luís Carlos Winck); Andrade, Geovani (Milton), Valdo e Edu Manga (Careca); Edmar e Romário.

O segundo encontro entre Brasil e Noruega aconteceu em 1997, a cerca de um ano para a Copa. A seleção disputaria o Torneio da França, aquele no qual Roberto Carlos fez um golaço de falta que desafiou as leis da física. No jogo anterior, lá foi o Brasil para Oslo. Levou 4 a 2. Romário e Djalminha fizeram os gols brasileiros.

Mas a Noruega sempre esteve à frente do placar e controlou o jogo. Tore Andre Flo fez dois dos quatro gols noruegueses — um prenúncio do que aconteceria na Copa do Mundo.

Os demais foram de Petter Rudi e Egil Østenstad, em uma jornada em que a defesa do Brasil cometeu muitas falhas — especialmente a dupla Célio Silva e Márcio Santos.

O Brasil jogou com Taffarel, Cafu, Célio Silva, Márcio Santos e Roberto Carlos; Mauro Silva, Dunga, Djalminha e Leonardo; Ronaldo e Romário.

Sim, aquela foi a primeira das únicas duas derrotas da dupla Ro-Ro no ataque da seleção. E com o pai de Erling Haaland no time.