Pancada na cabeça: quando é preciso buscar atendimento de urgência? - Magnific Um trauma na cabeça, a princípio, pode parecer algo sem maior gravidade. No entanto, alguns sinais merecem atenção. Alterações de consciência, vômitos, convulsões, dificuldade para falar e perda de força estão entre os sintomas que indicam a necessidade de procurar um serviço de urgência.
“Quando existe uma perda ou diminuição de força em um dos lados do corpo, alteração de consciência, dificuldade para falar, demora a responder ou responder de forma confusa, essa pessoa deve ser levada imediatamente para um serviço de emergência”, alerta o neurocirurgião do Hospital Jayme da Fonte, Antonio Marco.
Riscos A idade também influencia a forma como o trauma deve ser acompanhado. Em crianças pequenas, por exemplo, cabe aos pais ou responsáveis observar mudanças no comportamento após o trauma. “Elas podem não se expressar muito bem, por exemplo, em relação a uma dor de cabeça e isso deve ser observado”, orienta o neurocirurgião.
Nos idosos, a atenção precisa ser redobrada. Segundo Antonio, essa população é mais suscetível a uma complicação conhecida como hematoma subdural crônico (acúmulo lento de sangue entre o cérebro e a membrana que o protege), que se desenvolve com o tempo e pode apresentar sintomas somente após algumas semanas ou até meses depois.
Até a chegada ao atendimento, o neurocirurgião orienta que se a pessoa estiver consciente e apresentar risco de vômito, deve ser mantida em uma posição que reduza a possibilidade de aspirar o conteúdo. “Se o paciente não está consciente, ele deve ser conduzido de uma forma que tenha menor possibilidade de movimentação durante o trajeto”, completa.
Alertas A automedicação também não é recomendada, uma vez que pode mascarar sinais importantes. O neurocirurgião alerta também para o cuidado além da cabeça. “É interessante investigar se não há traumatismos associados, que não devem ser negligenciados, como rupturas de ligamentos e lesões na coluna vertebral, especialmente a parte cervical”, destaca o especialista.
Em idosos com osteopenia ou osteoporose, por exemplo, uma queda sentada pode provocar fraturas que também precisam ser investigadas.
E a recomendação popular de nunca deixar alguém dormir depois de bater a cabeça? Conforme o especialista, a questão é sobre diferenciar o sono fisiológico de uma sonolência provocada por uma complicação intracraniana.
“Quer seja por um edema, hematoma subdural, hematoma intracerebral, ou alguma outra patologia que produz sono e as pessoas que estão no entorno do paciente achem que aquele sono é um sono por fadiga, quando na realidade é um sono patológico”, conclui o neurocirurgião.




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