Cientista político Alex Ribeiro analisa o cenário para o Senado em Pernambuco durante entrevista à Rádio Folha 96,7 FM - Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco Leia Também• Fecomércio-PE: candidatos ao Senado pautam economia, escala 6x1 e reformas durante sabatinas• Presidente da FPF apoia Mendonça e Humberto ao Senado, e silencia sobre o governo• Real Time Big Data: Marília à frente na disputa pelo Senado com 27% dos votosO cientista político Alex Ribeiro afirmou, na manhã desta terça-feira (22), em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, que o resultado da eleição para o Senado em Pernambuco não está definido e que o cenário das pesquisas de intenção de voto mais recentes pode mudar com o andamento da campanha eleitoral.

“Mesmo com as pesquisas, ainda há uma indefinição no Senado, porque os senadores, junto com os deputados, são escolhidos ou preferencialmente aceitos pelo eleitorado nos últimos dias de campanha. Na última semana, você pode apostar que vai ter um efeito massivo de material de campanha desses candidatos, porque é na reta final que o eleitor vota tanto para o Senado quanto para deputado federal”, observou o analista. Segundo o especialista, a alta porcentagem de eleitores indecisos nas sondagens espontâneas reforça a tese de que a consolidação dos nomes ocorrerá apenas nos últimos dias antes do pleito. “Tradicionalmente, historicamente, nessa altura do campeonato, faltando menos de duas semanas, é normal, pelo menos nas pesquisas, que quase 50% dos eleitores na espontânea não tenham um preferencial para o Senado. Então, muita coisa ainda pode mudar na reta final”, ressaltou Alex Ribeiro. Na avaliação do cientista político, a corrida ao Senado no Estado reúne candidaturas competitivas de perfis variados, estabelecendo um embate direto entre o apelo popular e a força política das estruturas municipais. “A Marília Arraes tem um recall popular expressivo de eleições anteriores, mas não está entre os primeiros em apoio de prefeituras e estrutura municipal, como Humberto Costa e Eduardo da Fonte possuem. Esse apoio dos prefeitos em cidades de médio e pequeno porte pode fazer diferença no resultado”, ponderou. Ribeiro ressaltou também a importância do "voto cruzado", favorecido pelo fato de o eleitor poder escolher dois nomes para o Senado nesta eleição, aliado à forte influência de debates nacionais, como a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).