Romildo Batista de Lima foi atingido por parede ao tentar procurar área segura durante tremor em Caracas

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27.jun.2026 às 20h25 Atualizado: 27.jun.2026 às 22h03

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O mineiro Romildo Batista de Lima, 69, é uma das vítimas brasileiras que morreram em decorrência dos terremotos registrados na Venezuela, segundo informações compartilhadas por familiares.

Romildo era pastor, tinha acabado de fazer aniversário e morava em Uberlândia há mais de dez anos. Havia ido à Venezuela para comemorar os 69 anos e visitar a família da esposa, Carlha Nacarid, que nasceu no país.

Quando o tremor começou, os dois foram atingidos por uma parede ao tentar procurar um local seguro. Eles chegaram com vida ao hospital, mas Romildo não resistiu.

O casal só estava em Caracas no momento do tremor para aguardar o voo de volta para o Brasil, que partiria na sexta-feira (26) da capital venezuelana. "Era para ele estar com a gente aqui neste fim de semana", diz Jhulya Ribeiro de Lima, sobrinha de Romildo que conversou com a reportagem.

De acordo com Jhulya, o embaixador brasileiro em Caracas está em contato direto com a família e ajuda a resolver os trâmites legais.

A família organizou uma vaquinha online para conseguir trazer o corpo de Romildo volta ao Brasil e também tentar prestar assistência a Carlha, que quebrou a bacia e está imobilizada. "Ela está muito angustiada, o hospital não tem recursos, os itens hospitalares estão escassos. Não tem material para fazer a cirurgia dela", diz Jhulya.

O governo do Brasil confirmou dois cidadãos brasileiros entre os mortos, sem entrar em detalhes a respeito de suas identidades. Além do pastor, a modelo Vanessa Zacarias da Silva, 44, é uma das duas vítimas, segundo informações compartilhadas por familiares.

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O Itamaraty não divulga ou confirma informações pessoais de cidadãos que solicitam serviços consulares e tampouco dá detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros, em função da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

O número de mortos devido aos terremotos que devastaram a Venezuela chegou a 1.430, afirmou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da líder interina Delcy Rodríguez neste sábado (27). Segundo esse novo balanço, há pelo menos 3.238 feridos e 3.142 famílias desalojadas.

O ritmo das atualizações tem sido irregular, e os comunicados vêm de diferentes autoridades do regime. À medida que socorristas trabalham nos prédios destruídos, espera-se que a quantidade de vítimas siga aumentando.

Além dos brasileiros, também morreram pelo menos nove cidadãos portugueses, além de dois chineses, um ítalo-venezuelano e três espanhóis, de acordo com os respectivos governos. Dos europeus, ainda há ao menos 155 desaparecidos: Portugal relatou o desaparecimento de 56 cidadãos, e Espanha, de 99.