Paulo Lydio foi um carismático professor de matemática e advogado em Lençóis Paulista (SP)

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23.jun.2026 às 16h10 Atualizado: 23.jun.2026 às 17h08

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Desde menino, Paulo Lydio sabia da importância da educação. E nunca largou dela.

Nem bem era adolescente, aos 12 anos começou a trabalhar na limpeza de banheiros de uma fábrica de macarrão na cidade de Lençóis Paulista (SP), onde passou a vida toda.

Filho de pais descendentes de libaneses e italianos, com muito estudo foi longe na vida. Cursou quatro faculdades: matemática, ciências, direito e teologia. Concursado, fez carreira no Banco do Brasil.

Foi um carismático professor de matemática, tanto para alunos adolescentes quanto de estudantes universitários.

"Ele sempre conciliou trabalho com estudos", diz o filho Glauco Temer Feres, 51.

A matemática foi sua grande paixão. Mesmo anos após ter parado de lecionar, quando era chamado para tirar alguma dúvida das netas, chegava rápido às fórmulas que precisava para resolver uma questão, graças a seu raciocínio rápido.

No início da década de 1990, prestou vestibular para direito. Depois disso, foi advogado até seus últimos dias de vida.

Entre outros, integrou o conselho regional de prerrogativas da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Como bancário, recusou convites para se transferir a outras cidades devido a sua identificação com Lençóis Paulista.

Foi eleito vereador em 2001. Ia todos os dias à Câmara Municipal, mesmo quando não havia sessões, elaborar projetos de causas públicas.

"Ele ensinou a sempre me posicionar ao que é de interesse público, mesmo que seja uma decisão impopular", diz Glauco, advogado e vereador como pai (cumpre mandato pelo Podemos).

Por sua atuação parlamentar, como advogado e educador, recebeu a Ordem do Mérito Lençoense.

Não se reelegeu por causa do coeficiente eleitoral, que faz o cálculo de quem pode tomar posse, de acordo com a votação de cada partido, e não quis se candidatar mais.

Tinha uma vida simples. Caseiro, saía de casa cedo para ir ao seu escritório de advocacia. Às sextas-feiras, ia ao seu sítio para cuidar da plantação e dos animais. Devoto de Nossa Senhora Aparecida, sempre acompanhava às missas.