o candidato ao Senado Paulo Rubem (Rede) afirmou que manterá postura de autonomia no Congresso e que seu mandato não atuará como mero espectador das ações do governo federal - Davi de Queiroz | Folha de Pernambuco Após participar de sabatina na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), nesta terça-feira (8), o candidato ao Senado Paulo Rubem (Rede) afirmou que manterá postura de autonomia no Congresso e que seu mandato não atuará como mero espectador das ações do governo federal.

“Voto em Lula, minha coligação vota em Lula, mas nós queremos deixar muito claro que o nosso mandato não é para ficar como espectador do governo Lula. Nós vamos apoiar as questões importantes que forem pautadas, mas eu vou ter autonomia e independência para também propor, debater, apoiar ou contestar”, declarou Paulo Rubem. Entre as prioridades legislativas para a gestão orçamentária, o postulante defendeu a substituição da atual legislação de diretrizes fiscais do País e a aplicação de regras rígidas contra a alocação opaca de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. “Vou apresentar uma lei geral de promoção do desenvolvimento em substituição a uma falida Lei de Responsabilidade Fiscal, que não é de responsabilidade de coisa nenhuma. Também vou apresentar uma proposta de um código de ética suspendendo a execução de emendas parlamentares, porque se o dinheiro é público, não pode haver orçamento secreto”, afirmou. Ao abordar a pauta industrial, o candidato destacou que o desenvolvimento do setor produtivo pernambucano está diretamente vinculado aos investimentos estatais em ciência, tecnologia e inovação nas instituições públicas de ensino. Para assegurar verbas contínuas ao setor, defendeu a criação do Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Superior Público. “Todas as demandas legítimas que foram colocadas (na Fiepe) colocam em importância e relevância o papel do Estado, do orçamento público e do fundo público para investir em ciência, tecnologia e inovação. A pesquisa e a inovação no Brasil são feitas pelo Estado nas universidades públicas. Tenho total liberdade para estar sempre em diálogo com a Federação das Indústrias e com as universidades”, pontuou.