Dra. Maria de Fátima Mota, pediatra do Hospital Saint Patrick, explica quando iniciar consultas e como funciona o acompanhamento

Quando se fala em pediatra, muita gente ainda associa esse profissional aos bebês, às vacinas e às doenças mais comuns dos primeiros anos de vida.

O acompanhamento, porém, pode começar antes mesmo do nascimento e continuar até os 18 ou 19 anos.

Ao longo desse período, o pediatra acompanha crescimento, desenvolvimento, alimentação, mudanças hormonais, saúde emocional e outras questões que surgem conforme a criança se aproxima da vida adulta.

Segundo a Dra. Maria de Fátima Mota, pediatra do Hospital Saint Patrick, o primeiro contato da família com esse profissional pode acontecer ainda durante a gestação.

“O ideal seria, no segundo e no terceiro trimestre, ter uma consulta com o pediatra”, explica.

Enquanto o obstetra acompanha principalmente a saúde da gestante e a evolução da gravidez, o pediatra pode começar a preparar a família para a chegada do bebê, especialmente em relação aos primeiros cuidados.

“O pediatra vai dar todas as orientações para a mãe no início da amamentação”, afirma.

Depois do nascimento, se o bebê estiver saudável e não apresentar nenhuma condição que exija uma avaliação antecipada, a primeira consulta acontece rapidamente.

“A primeira consulta deve ocorrer, se a criança não tiver nenhuma patologia, por volta dos sete aos dez dias de vida”, orienta a médica.

Nesse primeiro encontro, são avaliados pontos como a adaptação do recém-nascido, a alimentação e, principalmente, a evolução do peso.

A especialista explica que pode existir diferença entre o peso registrado no nascimento e aquele observado posteriormente no consultório.

Por isso, o acompanhamento frequente ajuda a estabelecer parâmetros mais precisos para observar o crescimento e o desenvolvimento da criança.

Nos primeiros anos, as visitas são mais frequentes justamente porque as mudanças acontecem em um ritmo acelerado.

“Até o primeiro ano é todo mês. Do primeiro ao segundo ano, a cada dois meses e, posteriormente, a cada três, quatro ou até seis meses. Depende se a criança tem alguma patologia ou não”, explica a pediatra do Hospital Saint Patrick.

A consulta, portanto, não precisa acontecer somente quando aparece uma doença.

O acompanhamento preventivo permite observar o desenvolvimento físico e identificar alterações que eventualmente precisem ser investigadas ou acompanhadas por outro especialista.

Outra dúvida frequente entre mães, pais e responsáveis é saber quando um sintoma pode ser observado inicialmente em casa e quando é necessário procurar um pronto-socorro.

A Dra. Maria de Fátima recomenda cautela com idas desnecessárias ao ambiente hospitalar, inclusive pela maior exposição a vírus e outros agentes infecciosos.

“Quando você chega, às vezes, sem nada, pode sair com alguma virose, com alguma patologia”, alerta.

Isso não significa, entretanto, ignorar sinais que podem representar uma urgência.