Peru e Equador firmam acordo para realizar operações militares conjuntas, compartilhar inteligência e combater o narcotráfico.

América do SulPeru e Equador fecham acordo para realizar operações militares conjuntas contra o crime organizadoPor John Lucas

Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleO presidente do Equador, Daniel Noboa, e a presidente do Peru, Keiko Fujimori, durante a assinatura de acordos de cooperação para combater o crime organizado, em Lima, na terça-feira (20). (Foto: Paolo Aguilar/EFE)Ouça este conteúdo

Os governos do Peru e do Equador fecharam um acordo para ampliar o combate ao crime organizado na fronteira entre os dois países. O acordo foi anunciado na terça-feira (20), após uma reunião em Lima entre a presidente peruana, Keiko Fujimori, e o presidente equatoriano, Daniel Noboa. Entre as medidas previstas estão operações conjuntas das Forças Armadas, compartilhamento de informações de inteligência e ações contra o narcotráfico e a mineração ilegal.

O acordo faz parte da Declaração de Lima, assinada pelos dois presidentes durante o 17º Gabinete Binacional Peru-Equador, encontro que reuniu ministros e autoridades dos dois governos para discutir questões de segurança, comércio e integração econômica.

Pelo documento, os ministérios do Interior e as polícias nacionais deverão ampliar a troca de informações e organizar operações coordenadas contra organizações criminosas que atuam nos dois lados da fronteira. Os governos também decidiram retomar ações conjuntas das Forças Armadas em regiões consideradas prioritárias e criar um mecanismo específico de combate ao tráfico de armas e explosivos.

Durante o encontro, Fujimori destacou a mudança na relação entre os dois países, que já enfrentaram conflitos militares por disputas territoriais.

"Antes, utilizávamos armas de guerra para nos enfrentar. Hoje estamos do mesmo lado, lutando contra o crime organizado", afirmou a presidente peruana.

Noboa também defendeu o fortalecimento da parceria militar e policial para enfrentar as organizações criminosas que atuam na região.

"Hoje, a realidade exige decisões firmes e uma cooperação muito mais forte em segurança para atacar com a contundência necessária a criminalidade transnacional", declarou o presidente equatoriano.

Além do narcotráfico, os governos pretendem combater o contrabando, a lavagem de dinheiro, o tráfico de pessoas e a exploração ilegal de minérios. O acordo também prevê a criação de um mecanismo de diálogo entre os ministérios das Relações Exteriores, Defesa e Interior dos dois países para tratar de ameaças que exijam decisões conjuntas.

Os presidentes reafirmaram ainda a participação do Peru e do Equador no Escudo das Américas, iniciativa de segurança regional liderada pelo governo de Donald Trump para ampliar a cooperação entre países latino-americanos no combate aos cartéis e ao crime organizado.

No encontro desta semana, os governos também assinaram acordos de cooperação energética entre as estatais Petroperú e Petroecuador, além de um memorando para combater a pesca ilegal.

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