Em entrevista ao VEJA em Foco, o analista de risco político Yuri Sanches explica a última rodada do levantamento
Priorizar nos meus resultados Google O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro nas intenções de voto, segundo levantamento da AtlasIntel. Segundo a pesquisa, Lula tem 46,3% das intenções de voto em um eventual primeiro turno contra 36,6% de Flávio. A diferença de quase dez pontos é o dobro da registrada em abril. Para Yuri Sanches, analista de risco político da empresa, o principal motivo continua sendo a repercussão do áudio envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, episódio que, segundo ele, permanece como o fator de maior impacto sobre a candidatura do senador.
Em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, Sanches afirmou que, desde a divulgação da gravação, nenhum outro acontecimento teve força suficiente para alterar significativamente o cenário. “O principal impacto até aqui continua sendo a divulgação do áudio entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.”
Segundo o analista, a campanha do senador acumulou fatos que poderiam favorecer uma recuperação, mas eles acabaram neutralizados por novos acontecimentos.
Sanches citou a viagem de Flávio aos Estados Unidos, que antecedeu a decisão do governo americano de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Também mencionou a divulgação do vídeo de Michelle Bolsonaro e uma nova rodada de tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.
Na avaliação dele, a sucessão desses episódios impediu que qualquer melhora nas pesquisas se consolidasse. “Qualquer tipo de recuperação pudesse ser mitigada, neutralizada.”
De acordo com os dados apresentados pelo analista, Lula aparece à frente tanto no primeiro quanto no segundo turno. Em um eventual segundo turno, a diferença é de aproximadamente seis pontos.
Sanches afirmou que, além das dificuldades enfrentadas por Flávio, o governo também anunciou medidas recentes que ajudam Lula a preservar estabilidade nas intenções de voto.
Segundo o analista, não. Apesar da operação da Polícia Federal envolvendo o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, a pesquisa não registrou impacto relevante sobre a candidatura do presidente.
Para Sanches, a principal diferença em relação ao caso de Flávio Bolsonaro é que a ligação entre Lula e a investigação é indireta. Ele também afirmou que a repercussão do episódio acabou sendo ofuscada por outros acontecimentos de maior visibilidade nacional, como a Copa do Mundo e a crise envolvendo Michelle Bolsonaro.
Na avaliação da AtlasIntel, ainda não. Sanches afirmou que os dados da pesquisa não indicam mudanças relevantes nas intenções de voto do eleitorado feminino após a divulgação do vídeo em que Michelle Bolsonaro relata desentendimentos com Flávio.
Segundo ele, as eleitoras bolsonaristas continuam majoritariamente alinhadas ao senador e tendem a priorizar o projeto político em vez das divergências familiares. “O vídeo da Michelle não parece ter afetado de uma maneira muito relevante as intenções de voto até aqui.”
Para o analista, o principal obstáculo da campanha está entre as mulheres independentes, segmento que hoje demonstra maior inclinação a votar em Lula.
Ele afirmou que o eleitorado bolsonarista permanece consolidado, enquanto a disputa passa pela conquista de um grupo menor, mas decisivo, de eleitoras que ainda não aderiram à candidatura do senador. “O desafio é justamente um convencimento de um eleitorado feminino que ainda não está com Flávio Bolsonaro.”
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.




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