Levantamento vai questionar qual a chance de mudança de voto e quais fatores pesaram na escolha do candidato
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A BTG/Nexus divulgará sua última pesquisa antes do primeiro turno das eleições presidenciais na segunda, 28. O levantamento, realizado de 25 a 27 de setembro, atualizará os cenários de Lula x Flávio Bolsonaro, investigando a firmeza dos votos, o comportamento de eleitores indecisos e os fatores que pesam na decisão final.
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A BTG/Nexus divulga na próxima segunda-feira, 28, uma nova pesquisa sobre a disputa pela Presidência da República, prevista para ser a última rodada do instituto antes do primeiro turno das eleições. O levantamento será realizado entre sexta-feira, 25, e domingo, 27, exatamente uma semana antes da votação marcada para 4 de outubro.
O questionário registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07557/2026 mostra que a pesquisa atualizará os cenários de primeiro e segundo turnos, a firmeza das escolhas, as segundas opções, o potencial de voto e a rejeição dos principais candidatos. A rodada também vai aprofundar a investigação sobre o comportamento do eleitor na reta final, perguntando qual é a chance efetiva de mudança entre quem ainda não fechou o voto e quando aqueles que já estão decididos fizeram sua escolha.
O levantamento terá uma pergunta espontânea e um cenário estimulado com treze candidatos. Além de Lula e Flávio Bolsonaro, serão testados Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Augusto Cury, Samara, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Veterinário Wilson Grassi, Clariana Barão e Leonardo Avalanche.
Na pesquisa divulgada em 21 de setembro, Lula aparecia com 40% no cenário estimulado e Flávio, com 37%, diferença dentro da margem de erro. Augusto Cury tinha 6%, Caiado, 5%, Renan, 3%, e Zema e Samara registravam 1% cada.
A BTG/Nexus voltará a testar cinco confrontos de segundo turno, todos envolvendo Lula. O presidente será colocado frente a frente com Flávio Bolsonaro, Zema, Caiado, Renan Santos e Augusto Cury.
O confronto entre Lula e Flávio será acompanhado com atenção porque a rodada anterior mostrou 46% para o presidente e 45% para o senador, em empate técnico. Além da intenção de voto, o instituto perguntará novamente se a escolha nesse eventual segundo turno já está tomada ou ainda pode mudar e, entre os que admitem mudança, qual seria a segunda alternativa.
O questionário vai além da tradicional pergunta sobre firmeza da escolha. Primeiro, o eleitor que indicou algum candidato será questionado se sua decisão já está tomada ou se ainda pode mudar. Na rodada passada, 84% disseram que não pretendiam trocar de candidato e 15% admitiram essa possibilidade.
Desta vez, quem disser que ainda pode mudar terá de classificar essa possibilidade como muito alta, alta, baixa ou muito baixa. O novo recorte permitirá distinguir os eleitores que apenas admitem teoricamente uma troca daqueles que consideram efetivamente provável abandonar sua escolha atual.
Outra pergunta prevista busca medir quando os votos considerados definitivos foram consolidados. Os entrevistados que afirmarem que não mudarão mais serão questionados se tomaram a decisão durante a última semana, nos últimos quinze dias, no último mês, nos últimos dois meses, nos últimos seis meses ou há mais de seis meses.
O resultado poderá dimensionar quanto da atual configuração da disputa foi formado ao longo da campanha e quanto já estava definido antes da reta final. A pergunta será aplicada somente aos eleitores que declararem uma decisão de voto já tomada.
A pesquisa também perguntará quais fatores tiveram maior impacto na decisão de voto. Cada eleitor poderá apontar o principal e o segundo fator entre economia brasileira, situação financeira pessoal, segurança pública, acusações de corrupção, saúde pública, educação pública e rejeição a outro candidato em quem não votaria de jeito nenhum.
O bloco acrescenta um novo retrato às motivações eleitorais medidas na rodada anterior. Na pesquisa divulgada no dia 21, a Nexus havia perguntado se o entrevistado estava votando no candidato ideal, na melhor opção disponível ou estrategicamente para impedir a vitória de outro nome.
A expectativa de vitória será medida novamente. Independentemente de sua própria intenção de voto, os entrevistados responderão espontaneamente quem acreditam que será o vencedor da eleição presidencial.
Na rodada anterior, Lula foi apontado por 54% e Flávio por 36%. O resultado contrastava com os placares apertados observados nas simulações de intenção de voto, especialmente no eventual segundo turno entre os dois.
A nova rodada também vai perguntar aos eleitores que escolherem algum candidato se sabem informar espontaneamente o número que deverão digitar na urna. A resposta será registrada numericamente, sem apresentação de alternativas.
O questionário ainda investiga a disposição para comparecer às urnas por duas formas diferentes: uma escala de zero a dez e uma pergunta sobre se o eleitor já decidiu votar, provavelmente irá votar ou considera não comparecer ou justificar a ausência.
A Nexus repetirá a medição de potencial e rejeição de Lula, Flávio, Renan, Zema, Caiado e Cury. Para cada um, o entrevistado deverá dizer se é o único candidato em quem votaria, se poderia escolhê-lo junto com outras possibilidades, se não votaria nele de jeito nenhum ou se não o conhece.
A pesquisa ainda perguntará se, considerando sua preferência política, o eleitor gostaria de ver eleito Lula, Flávio Bolsonaro ou outro candidato indicado por Jair Bolsonaro ou sua família, ou um nome não apoiado nem por Lula nem por Bolsonaro.


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