Presidente nacional do PP empata em segundo lugar com aliado do PT; chapa do governo Lula lidera corridas ao Senado e ao governo estadual

Priorizar nos meus resultados Google

Ciro Nogueira (PP-PI) enfrenta ameaça à reeleição ao Senado no Piauí, empatado tecnicamente com Júlio César (PSD) e atrás de Marcelo Castro (MDB), líder da pesquisa Atlas/Meio Norte. Seu longo ciclo no Congresso e o envolvimento em escândalo do Banco Master adicionam pressão à sua candidatura.

Este resumo foi útil?

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

O presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira (PP-PI), tem 15,3% das intenções de voto no Piauí para renovar seu mandato como senador pelo estado, segundo pesquisa Atlas/Meio Norte publicada nesta terça-feira, 21. Com a reeleição ameaçada, o parlamentar periga romper um ciclo de mais de trinta anos ininterruptos em atividade no Congresso.

Na pesquisa, Ciro Nogueira aparece tecnicamente empatado com o deputado federal Júlio César (PSD), que tem 14,7% das intenções de voto. A corrida ao Senado é liderada pelo senador Marcelo Castro (MDB), candidato à reeleição, com 20,4% do eleitorado.

Aliados do governo Lula, Marcelo Castro e Júlio César compõem chapa com o PT no Piauí, que tem o governador petista Rafael Fonteles liderando as pesquisas à reeleição em 2026. A aliança pode deixar Ciro sem cargo no Congresso pela primeira vez desde 1995 e também sem nomes próximos no governo estadual.

Senador — Piauí (cenário único)*

*Cada entrevistado poderia escolher até dois candidatos, uma vez que duas vagas estão em disputa ao Senado.

Em maio de 2026, Ciro Nogueira tornou-se alvo da Polícia Federal por suspeita de receber propina de Daniel Vorcaro, do Banco Master, em troca da aprovação de leis favoráveis ao banqueiro. As investigações identificaram depósitos ao menos 300.000 reais por mês recebidos pelo senador entre 2024 e 2025, além de viagens luxuosas que o parlamentar fez à Europa na conta do Master.

Presidente do PP desde 2013, Ciro Nogueira elegeu-se deputado federal pelo Piauí pela primeira vez em 1994 e exerceu quatro mandatos ininterruptos na Câmara. Em 2010, foi eleito senador pelo mesmo estado e ocupa o cargo há quatro mandatos consecutivos — nas mais de três décadas no Congresso, licenciou-se apenas entre 2021 e 2022 para comandar a Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro.

A pesquisa Atlas/Meio Norte entrevistou 1.188 eleitores no Piauí entre os dias 15 e 20 de julho de 2026. A margem de erro é estimada em 3 pontos percentuais (pp), para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado junto à Justiça Eleitoral sob o código PI-05787/2026.