Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (24), em movimento de correção após a forte alta da véspera, quando o tipo Brent (a referência mundial) chegou a superar os US$ 100 por barril em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã. …
Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (24), em movimento de correção após a forte alta da véspera, quando o tipo Brent (a referência mundial) chegou a superar os US$ 100 por barril em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã.
No fechamento, o petróleo Brent, com vencimento em setembro, caiu 3,88%, cotado a US$ 96,78 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI, a referência americana, com entrega prevista para o mesmo mês, recuou 3,12%, a US$ 89,31 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Para Paulo Silva, cofundador da consultoria Advisory 360, o mercado de petróleo voltou a ser pautado mais pelos fundamentos econômicos do que pelo risco geopolítico. Segundo ele, após o alívio das tensões no Oriente Médio, parte do prêmio de risco que sustentava a alta dos preços perdeu força, levando a atenção dos investidores para o equilíbrio entre oferta e demanda.
Silva afirma que o aumento gradual da produção da Opep+ e o crescimento da oferta em países como Estados Unidos, Brasil e Canadá pesam sobre os preços, enquanto a expectativa de uma economia global em ritmo mais moderado reduz a perspectiva de avanço mais forte da demanda por petróleo.
Para o Brasil, o efeito de um petróleo em patamar mais equilibrado tende a ser positivo, segundo Silva, porque preserva a rentabilidade do setor de óleo e gás sem gerar pressão inflacionária significativa sobre os combustíveis.
Igor Monteiro, CEO da EqSeed, avalia que o petróleo mais alto beneficia produtoras e exportadoras, mas também pode pressionar combustíveis, inflação e contas públicas, caso o governo tente amortecer parte do aumento. Para ele, o mercado deve seguir atento à duração da alta do petróleo e ao andamento das negociações comerciais, fatores que podem manter a volatilidade elevada no curto prazo.



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